Para este ano a Caixa Econômica está com seu nome estampado nas camisas de dez dos vinte times de Série A do Campeonato Brasileiro e ainda em um time da Série B. Em uma reunião na última terça-feira (19) no Palácio do Planalto, Dilma Roussef assinou os novos contratos de vínculos que terão validade até o último dia de 2016. Os times beneficiários e os valores foram divulgados pelo Diário Oficial da União.
O Flamengo receberá R$ 25 milhões, sendo o time que receberá o maior valor. Seguidos por R$ 12,5 milhões para cada um da dupla mineira, Cruzeiro e Atlético-MG. Depois vêm os times paranaenses e nordestinos, Atlético PR, Coritiba, Sport e Vitória, que ganharão R$ 6 milhões cada um. E fechando os clubes da principal divisão brasileira, Chapecoense e Figueirense recebendo R$ 4 milhões cada. O único time da Série B a ter o patrocínio do banco é o CRB, time de Alagoa, que receberá R$ 1 milhão.
A verba liberada seria algo em torno de R$ 115 milhões, portanto, restam ainda R$ 35 milhões, valor que seria do contrato renovado com o Corinthians. Mas o timão está em busca de um patrocínio com outra empresa, que ainda é mantida em sigilo, e que pagaria mais do que R$ 30 milhões, valor recebido pelo Corinthians por ano da Caixa.
Um time que torce para que o Corinthians consiga assinar com esta outra empresa é o Santos. O rival paulista, apesar de não manter conversas apenas com a Caixa para o espaço nobre em sua camisa, vê o patrocínio do banco como uma grande ajuda para aliviar seus problemas financeiros. Com os R$ 32 milhões que estão agora “sem dono”, o Santos voltaria a ser um forte candidato a fechar um acordo anual.
A Caixa Econômica ainda apoiará algumas competições como a Copa Verde, Copa do Nordeste, Campeonatos Brasileiros Série B e C e torneios femininos como Campeonato Brasileiro e Torneio Internacional.
Patrocínios de 2015 na Europa
Os patrocínios dos times da Europa, que na maioria das vezes é único nas camisas dos times, mostram a diferença de realidade aos valores comparados com os dos times brasileiros. A seguir veremos os principais times da Europa e os valores de patrocínio de suas camisas. No topo da lista vem o Barcelona, com R$ 142 Milhões (Qatar Foundation), o Bayern Munich com R$ 120 milhões (Deutsche Telekom), logo a pós temos o Manchester City com R$ 101 milhões (Etihad), o Manchester United com R$ 100 Milhões (AON), o Real Madrid com R$ 96,6 milhões (BWin) e o Liverpool com R$ 96 milhões (Standard Chartered).
Vemos também na tabela acima, que o valor total dos patrocínios dos clubes alemães e ingleses representa mais da metade do total dos clubes das seis maiores ligas da Europa. Entre os clubes da Alemanha, o maior valor recebido é o que a Deutsche Telekom paga ao Bayern – 26,5 milhões de euros (R$ 120 Milhões). Já o menor é o do Augsburg , que recebe apenas 1 Milhão (R$ 4,6 milhões), pago pela fabricante de autopeças AL-KO. O mais importante é que há poucos clubes ganhando menos de 3 milhões de euros (R$ 13,8 Milhões) e nada menos que doze ganhando acima de 4 milhões (R$ 18,4 Milhões).
Para se ter uma ideia, na Inglaterra, tanto o Manchester City, quanto o Manchester United recebem 22 milhões (R$ 101 Milhões) cada , enquanto o Blackburn Rovers não tem patrocínio pago e o Norwich recebe apenas 0,3 milhão (R$ 1,38 Milhão) da Aviva. Significativamente, nove clubes ganham acima de 4 milhões de euros(R$ 18,4 Milhões) e onze ganham abaixo dos 3 milhões (R$ 13,8 Milhões).
Quando olhamos a Espanha, entendemos o perigo de haver uma desigualdade enorme entre os times por causa do patrocínio. A média de 3,1 milhões de euros é ilusória pois tirando os patrocínios de Barcelona e Real Madrid, sobrarão apenas 9 milhões de euros, o que resulta numa média de 0,5 milhão (R$ 2,3 Milhões) de euros por clube. Não existe como haver uma competição igualitária, quando se tem uma diferença tão grande dos valores de patrocínio. O mesmo tende a ocorrer entre as equipes aqui do Brasil. Por exemplo, se um time ganha dez vezes mais de patrocínio, como o que ganha dez vezes menos vai conseguir concorrer de igual para igual?
Ou seja, isso se torna um ciclo sem fim, pois o time que recebe o maior patrocínio provavelmente se tornará o mais forte, que provavelmente conquistará o título e mais e mais torcedores que impulsionarão o apelo da mídia, que por sua vez atrairá mais investidores os quais pagarão um maior patrocínio e assim vai. O que por certo modo, prejudica a competição saudável e tira até a graça em algumas vezes… verdadeiros conflitos entre Davi e Golias, só que nesta realidade o Golias vence a maioria das vezes.
Patrocínio astronômico
Em um possível negócio astronômico de 290 milhões, onde a empresa Qatar Airways, tem um negócio apalavrado com o presidente Josep Maria Bartomeu, desde julho, onde teria oferecido 65 milhões de euros por cada uma das quatro épocas, entre 2016 e 2020, além de um bónus de assinatura de 30 milhões já nesta temporada. Tudo somado são 290 milhões de euros, que permitem ao Barcelona quase duplicar a verba de 35 milhões que recebe anualmente da companhia de bandeira do pequeno país árabe que irá organizar o Mundial de 2022. Com isso, vemos o enorme potencial alcançado pelo Barcelona, o qual pelo jeito continuará a ser uma equipe imbatível.






