Andrés Sanchez, Fernando Garcia e Paulo Garcia.

Andrés Sanchez, Fernando Garcia e Paulo Garcia.

Em 2010, o Clube Corinthians fez uma negociação com o empresário Fernando Garcia que detinha o passe do ex-Corinthians Ralf. Nesta negociação o empresário conseguiu uma parte dos direitos econômicos de alguns outros jogadores como:  Guilherme Arana, Matheus Pereira e Malcom. Ele provavelmente não sabia o negócio milionário que estava fazendo, mesmo gerando um prejuízo de alguns milhões de reais para o Corinthians, o negócio foi muito lucrativo para Fernando Garcia, que foi o maior financiador da campanha do agora deputado federal  e ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez, fazendo varias doações por meio de duas empresas as quais é sócio junto com seu irmão Paulo Garcia. Toda a negociação é algo complexo, mas de forma simples, a empresa LFA Assessoria Esportiva (empresa que pertence à Fernando Garcia) reivindicou ter parte dos direitos do jogador Ralf e depois de alguns anos, Fernando Garcia fecha um acordo em que recebeu algumas porcentagens das promessas Guilherme Arana, Matheus Pereira e Malcom, que foi vendido ao Bordeaux (França) e rendeu mais R$ 6 milhões ao empresário.

Sobre a “ajuda” dada pelos irmãos Garcia para a campanha de Andrés Sanchez, sabe-se que através de duas empresas que Fernando e Paulo são sócios, a Kalunga Comércio e Indústria Gráfica Ltda e a Spiral do Brasil Ltda, os dois fizeram cerca de 182 doações num valor total de R$ 601.453,65, quase um terço do total arrecadado pelo na época candidato do PT, Andrés Sanchez, em um valor de R$  2.134.926,67, além dos R$ 80 mil doados por Fernando Garcia como pessoa física. O deputado federal Andrés Sanchez afirmou: “ninguém ligado a LFA ou proprietário desta empresa fez qualquer doação a minha campanha para deputado federal”. Algo que foi comprovado como mentira, já que em uma pesquisa na Junta Comercial de São Paulo, o nome de Garcia aparece como um dos sócios da Kalunga Comércio e Indústria Gráfica Ltda. e Spiral do Brasil Ltda, empresas que como já foi dito, fizeram doações para a campanha de Sanchez.

Entenda a negociação entre Ralf, Corinthians e Garcia

Guilherme Arana, Malcom e Matheus Pereira.

Guilherme Arana, Malcom e Matheus Pereira.

O volante Ralf jogava pelo Noroeste em 2008 e no ano seguinte ele foi negociado ao Grêmio Barueri com um contrato com validade até maio de 2009. Na sua ida ao Grêmio, os direitos de Ralf foram divididos entre a GP Sports, empresa dos empresários do jogador (40%), Ralf (40%) e a LFA Assessoria Esportiva, empresa de Garcia (20%). Em um novo contrato com o Grêmio Barueri, que tinha validade até dezembro de 2009, a empresa LFA Assessoria Esportiva foi deixada de lado por opção do jogador e dos seus empresários na divisão dos direitos econômicos de Ralf. Por não ter direitos legais sobre o volante, Fernando Garcia sentiu-se prejudicado, já que alegava ter investido no jogador que estava acertado para jogar no Corinthians em 2010.

Quando Ralf chegou ao Corinthians, o na época presidente do clube, Andrés Sanchez, propôs um acordo entre a GP Sports e a LFA sobre os direitos do jogador. Neste acordo ficou acertado que a GP Sport cederia 3,75% da sua parte dos direitos econômicos e Ralf cederia a mesma porcentagem da sua parte a Fernando Garcia. Por outro lado, Ralf teria a garantia de que receberia do clube o pagamento das luvas pela sua contratação que já estava atrasada há cinco meses. Nesse mesmo acordo, o próprio presidente Sanchez decidiu repassar mais 7,5% da parte do Corinthians a Fernando Garcia, sendo assim o contrato do volante ficou da seguinte divisão: Corinthians com 52,5%, GP Sports (empresários) com 16,25%, Ralf com 16,25% e a LFA Assessoria Esportiva (Fernando Garcia) com 15%.

Durante a disputa da Copa Libertadores em 2012, Ralf recebeu uma proposta para jogar pela Fiorentina na Itália, porém, o Corinthians conseguiu cobrir a oferta e adquiriu as parcelas do atleta e da GP Sports por cerca de R$ 2,4 milhões cada. Mas essa quantia não foi paga pelo Corinthians, nem para Fernando Garcia, nem para a GP Sports e nem para Ralf. Em 2014, Andrés Sanchez fez os antigos 15% dos direitos de Ralf se transformar em um novo bom negócio para Fernando Garcia. A dívida do clube com Garcia foi atualizada após dois anos e ficou em torno de R$ 2,8 milhões. Como o clube não pagou a divida milionária, Garcia ficou com 40% dos direitos do atacante Malcom e 30% dos direitos do lateral Guilherme Arana, ambos membros da equipe principal corintiana, e com 30% sobre os direitos da promessa Matheus Pereira.

Fernando Garcia e seus sócios Guilherme Miranda, Thiago Ferro e Nílson Moura, eram representantes dos três jogadores desde que eram adolescentes e tinham comprado 30% dos direitos econômicos de cada um quando completaram 16 anos. Essas porcentagens foram dadas pela direção do Corinthians aos jogadores em seus primeiros contratos profissionais, como luvas, e mediatamente vendidas por eles aos mesmos empresários. Portanto, com o acordo fechado em 2014 entre Corinthians e Fernando Garcia sobre os 15% de Ralf tornaram-se um negócio milionário, já que apenas com a venda de Malcom para o Bordeaux, Garcia faturou cerca de R$ 8,8 milhões. Porém, Fernando ainda pode faturar um bom dinheiro com Guilherme Arana, que poderá ir jogar na Europa e com Matheus Pereira, sobre quem o Corinthians tenta negociar uma ida para a Itália.

Boas Apostas!