A seleção mexicana, campeã em 2015, partilha o grupo C da Gold Cup 2017 com as congéneres de El Salvador, Jamaica e Curaçau. A formação azteca é a grande favorita a seguir para a fase seguinte na “pole position” do grupo, apesar de apresentar uma lista diferente da que levou à Copa das Confederações. Curaçau, fenómeno recente na zona CONCACAF, poderá ser uma surpresa agradável.

GoldCup2017O verão de 2017 implica o envolvimento da seleção mexicana em duas fases finais de grandes competições. No último mês, “La Tri” esteve na Rússia para disputar a Copa das Confederações precisamente enquanto campeã da zona CONCACAF, concluindo a sua prestação na quarta posição, derrotada por Portugal no jogo de atribuição do terceiro lugar.

Para esta Gold Cup 2017, o seleccionador Juan Carlos Osorio optou por promover uma grande mudança na lista de eleitos, liberando os “europeus” para se juntarem aos trabalhos de pré-temporada dos respetivos clubes, optando por apostar em uma lista que é um autêntica seleção da competitiva Liga MX. Os mexicanos não se apresentam em prova com argumentos tão fortes quanto na Rússia, mas as escolhas do seleccionador colombiano, muito contestado por estes dias, têm capacidade suficiente para guiar novamente o time mexicano à glória. Dessa perspetiva, não se espera menos que a vitória neste grupo C, até porque talento é coisa que não falta nas fileiras do time azteca.

Finalistas da Copa do Caribe

Para além do atual detentor do título de campeão continental, o grupo C reúne também as duas nações que foram finalistas da Taça do Caribe, competição cuja decisão foi disputada a 26 de junho.

A seleção de Curaçao, atual campeã do Caribe, conta com vários atletas que fizeram formação fora do país. Leandro Bacuna (Aston Villa), Gino van Kessel (Lechia Gdansk) e Rangelo Janga (AS Trencin) são jogadores nascidos na Holanda, com carreira na Europa, que naturalmente tiveram a capacidade de elevar o nível desportivo do conjunto que representa a ilha caribenha. Ao olharmos para o elenco da Jamaica – finalista vencida – que se apresentou na Copa do Caribe, notamos a ausência de alguns nomes conhecidos que militam no futebol europeu e que já estarão disponíveis para a disputar desta Gold Cup, prometendo ajudar a equipa a subir de rendimento.

A seleção de El Salvador completa a chave e tem motivos para acreditar que é possível chegar no mata-mata da Gold Cup. Treinada por Eduardo Lara, a irreverente equipa salvadorenha ficou em terceiro na Copa centroamericana, disputada em janeiro de 2017. O time continua a se basear em jogadores que atuam no seu campeonato local, mas tem “estrangeiros” que podem fazer a diferença. Richard Menjivar (NY Cosmos), Darwin Cerén (SJ Earthquakes), Dennis Pineda (Santa Clara), Andrés Flores (New York Cosmos), Efraín Burgos Jr. (Reno 1868), Nelson Bonilla (Gaziantep) e Irvin Herrera (NY Cosmos) são os jogadores da lista que não atuam em El Salvador.

Boas Apostas!