A edição desta segunda-feira (22) do jornal francês “Le Parisien” avança que a UEFA vai realizar mais uma tentativa de abrandamento nas transferências astronómicas que o mercado europeu tem vindo a conhecer. As novas medidas deverão entrar em vigor no início da próxima temporada.

Aleksander Ceferin, esloveno que atualmente preside a UEFA, prometeu aquando da chegada ao cargo que o combate às disparidades na atualidade do futebol europeu corresponde a uma das suas prioridades. Nesse sentido, a UEFA apresenta uma versão 2.0 desse documento relativo ao “fair-play financeiro” que considera duas medidas principais:
A primeira medida diz respeito aos valores investidos em compras e vendas de jogadores. A partir de 2018/19, a diferença de gastos vai ser reduzida para 100 milhões de euros. Ou seja, um clube só pode gastar mais 100 milhões de euros em relação ao que lucrou em vendas/receitas.
A segunda corresponde à quantidade de ativos sob contrato. Cada clube só poderá passar a contar com 25 jogadores registados como profissionais afetivos, obrigando os clubes a reduzirem a quantidade de atletas sob contrato e, consequentemente, a reduzir o número de jogadores emprestados. Um dos exemplos citados pela imprensa gaulesa e repercutido na imprensa internacional é o do Chelsea, emblema que tem mais de 50 jogadores sob contrato.
Vale lembrar que há cerca de uma semana, em entrevista ao jornal “La Tribune de Genève, Aleksander Ceferin já tinha revelado a intenção da UEFA em “limitar o número de empréstimos ou até mesmo proibi-los”, uma vez que o facto de os clubes mais ricos poderem comprar muitos jogadores “enfraquecer outras equipas”. Os avultados investimentos também foram abordados nessa entrevista e Ceferin escreveu mesmo que poderá vir a ser aplicada uma “taxa de luxo” a clube que gastem acima das suas possibilidades.
Boas Apostas!



