A fase é ótima e a liderança de Tite faz o povo brasileiro sonhar novamente com o hexa, não havendo espaço para pensar no sucessor do atual timoneiro da “Canarinha”. Ainda assim, José Mourinho, técnico do Manchester United, não descartou a hipótese de vir a orientar a seleção brasileira futuramente.

Foto:"OLI SCARFF/AFP"

Foto:”OLI SCARFF/AFP”

Em entrevista à ESPN Brasil, José Mourinho abordou a possibilidade de treinar o “Escrete”, naquela que seria sua primeira aventura no comando de uma seleção. Aos 54 anos, o atual treinador do Manchester United perspetivou seu futuro, isso numa altura em que se apresenta empenhado em reerguer os “Red Devils”, à deriva desde a saída de Alex Ferguson. O “Special One” já fez com que o Manchester United reentre na rota dos títulos ao conquistar a Taça da Liga, mas está longe de querer ficar por aqui. A classificação para a Liga dos Campeões da próxima temporada é objetivo, embora se afigure uma grande luta para alcançar esse objetivo atendendo à força dos principais concorrentes. A exigência do desafio no comando do Manchester United, segundo o próprio, poderá levar o técnico português a aceitar um projeto menos exigente que aquele que tem em mãos após deixar Old Trafford: “Depois do Manchester United, se calhar preciso de um trabalho mais fácil”, revelou, entre risos. A questão serviu para introduzir a possibilidade de vir a orientar a seleção brasileira, cenário que considerou “mais difícil”. O português explicou o porquê, admitindo que há um natural privilégio atribuído a técnicos brasileiros para o cargo, falando da grande pressão à qual o ocupante do cargo fica submetido: “Em cada brasileiro há um treinador, em cada jornalista há um treinador melhor que o treinador. Acho que deve ser um país difícil para trabalhar, mas também apaixonante. Como eu sempre tive trabalhos difíceis, com nível de exigência…se calhar, sim. Mas reconheço que a seleção brasileira é para treinadores brasileiros”, referiu.

A paragem de campeonatos europeus e consequente cedência de jogadores para os jogos de seleções nessa altura tem acarretado uma grande discussão na Europa. José Mourinho não comentou o tema, mas considerou que os encontros das eliminatórias sul-americanas são “mais a sério que na Europa, uma vez que existem muitas seleções que estão ao mesmo nível”. A juntar ao aliciante de poder vir a treinar a seleção brasileira, José Mourinho se demonstrou agradado com o cenário competitivo em que se debateria.

E a “terrinha”, Mou?

A possibilidade de treinar a seleção portuguesa nunca foi uma hipótese efetivamente colocada sobre a mesa dos responsáveis pelo futebol português, mas é certo que suas ambições passam por tentar assegurar os serviços de José Mourinho em uma fase mais avançada da carreira do técnico. Para já, lá como no Brasil, a situação é idêntica: Os portugueses não têm motivo de queixa relativamente ao trabalho desenvolvido pela comissão técnica de sua seleção, ou não estivéssemos a falar do atual campeão da Europa. A continuidade de Fernando Santos enquanto técnico do time nacional parece não sofrer contestação, sobretudo depois da campanha no Euro 2016, competição em que o próprio seleccionador afirmou durante a fase de grupos que “só voltaria dia 11 para Portugal” – a final do Euro 2016 se disputou a 10 de julho -, isso em uma altura em que poucos acreditavam que Portugal poderia chegar ao título por conta da fraca campanha na chave. A conquista do título de campeão da Europa, feito único na história do desporto português, legitima a continuidade de Fernando Santos e representa mais um factor que afasta a possibilidade de José Mourinho ser cogitado em um futuro próximo.

Boas Apostas!