Em Roma, a “Papa títulos” que veste de preto e branco conquistou a 13ª edição da Copa de Itália do seu historial, se superiorizando à Lazio (2-0) na decisão. A torcida da Juventus espera que a conquista da Copa represente o primeiro passo para alcançar a tão ambicionada tríplice coroa.

Domínio total
Detentora da hegemonia do futebol italiano, a Juventus fez história ao conquistar a Copa de Itália pela terceira temporada consecutia, algo que nenhum time tinha conseguido até hoje. No campeonato transalpino, o “hexa” que se prepara para alcançar também constituirá um marco único, ímpar na história do “Calcio”. O técnico Massimiliano Allegri também se prepara para fazer história, uma vez que poderá se tornar no primeiro treinador tricampeão pela Juventus – os três primeiros títulos foram alcançados por Antonio Conte, atualmente no Chelsea.
A história da final disputada no Olímpico é a da atual realidade do futebol italiano: Domínio juventino sem margem para contestação, encetado por uma equipa que garantiu vantagem desde cedo, dispôs de várias ocasiões para ampliar a vantagem e soube sempre gerir o rumo dos acontecimentos, neutralizando uma resposta da Lazio. No 1x3x4x3 juventino em que os laterais são hipervalorizados, foram os homens dos corredores que voltaram a brilhar, ambos com protagonistas brasileiros. No primeiro tento da partida, logo aos 12 minutos, Dani Alves desviou para o gol após assistência de Alex Sandro. No segundo tento, aos 25 do primeiro tento, o lateral que alegadamente estará a caminho do Manchester City voltou a assumir o papel de assistente, com conclusão de um dos jogadores mais amados pela torcida: O zagueiro Leonardo Bonucci. A Lazio, incapaz de vencer a Juve uma única vez nos últimos 14 confrontos diretos, lutou com seus argumentos e a verdade é que falamos de um time interessante, capaz de alcançar um lugar de apuramento para as competições europeias nessa temporada, a primeira de Simone Inzaghi à frente do time. Os “laziale” estiveram próximos do gol por Immobile, mas nunca demonstraram capacidade suficiente para inverter o rumo dos acontecimentos, carecendo da superação que caraterizou a semifinal com a rival Roma. Que a Juve está num pedestal à parte a vários níveis não constitui novidade e enquanto a exigência estiver nos píncaros, ao ponto de Massimiliano Allegri perder a paciência com o time mesmo em vantagem por dois gols já no segundo tempo e os jogadores continuarem a exibir esse compromisso, os juventinos vão continuar a acumular sucessos.
Boas Apostas!



