Quatro dias depois de ter goleado o PSG e conquistado uma vaga nas quartas da Liga dos Campeões de forma estratosférica, o Barcelona caiu com estrondo na deslocação ao Riazor, frente ao Depor. Após uma jornada épica, os comandados de Luis Enrique voltaram a descer à terra e deixaram a liderança à disposição do Real Madrid, rival que aproveitou a derrota “Culé” da melhor forma ao triunfar na receção aos sevilhanos do Bétis.

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Duro regresso à realidade para o Barcelona de Luís Enrique, incapaz de vencer o Deport no Riazor depois de ter goleado o PSG por seis bolas a uma. À imagem do que já tinha acontecido com o Borussia Dortmund na véspera, o conjunto “Blaugrana” não foi capaz de vencer depois de um grande sucesso no plano europeu. Para o Barcelona, na atual temporada, foi a terceira ocasião em que não conseguiu vencer depois de ter jogado para a Liga dos Campeões. Que factores explicam esta situação?

Nenhuma equipa é imune ao cansaço e o Barcelona não é excepção. Após uma partida extremamente desgastante tanto a nível físico como psicológico, o Barça dificilmente recuperaria sua melhor condição para esse desafio cerca de quatro dias após o duelo com o PSG. Percebendo isso, o técnico Luis Enrique abdicou de utilizar Andrés Iniesta e Ivan Rakitic de início no Riazor e também não pôde contar com Neymar, elementos importantes no esquema do Barcelona. O curto espaço de tempo entre os dois jogos e a realização dos habituais estágios pré-jogo praticamente aniquila a possibilidade de treinar e afinar a estratégia, uma vez que praticamente todo o trabalho desenvolvido é de recuperação. Se, por um lado, o Barcelona é uma equipa com uma identidade de jogo forte que encara qualquer desafio de olhos postos na vitória, não é menos verdade que os dois jogos disputados (PSG e Depor) exigem respostas diferentes, se tornando difícil mudar o “chip” dos jogadores após o primeiro desafio. O Barça escorregou na Corunha e Denis Suárez foi o autor do único gol dos visitantes, derrotados pelos tentos de Joselu e Álex Bergantiños. O Riazor assistiu a uma tarde desinspirada de Leo Messi e Luis Suárez e o Barcelona desperdiçou pontos na recuperação que tem vindo a realizar, deixando o Real ascender à liderança mesmo com um jogo em atraso.

Sérgio Ramos, quem mais?

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O Real Madrid também sofreu depois de ter derrotado o Nápoles na Itália por três a um. No Bernabéu, frente ao Bétis de Sevilha, o time da capital exerceu seu domínio desde início e se instalou no meio campo sevilhano, mas passou por dificuldades para ficar com os três pontos e aproveitar a derrota do rival. Aos 25 minutos do primeiro tempo, depois de já ter protagonizado uma saída da baliza fora de tempo que até poderia ter valido um cartão vermelho, o goleiro Keylor Navas protagonizou o momento mais bizarro da noite ao colocar a bola dentro da própria baliza quando já estava em suas mãos. Em desvantagem, o Real correu atrás do prejuízo e foi Cristiano Ronaldo quem igualou o placard.

Já no segundo tempo, o domínio do Real Madrid continuou sendo uma evidência e o Bétis de Sevilha tentava responder em contra ataque, embora incapaz de concluir suas investidas. O defensor do Bétis Cristiano Piccini recebeu ordem de expulsão so 78 minutos e pouco tempo depois, surgiu o inevitável Sérgio Ramos para dar vantagem ao Real pela primeira vez. O zagueiro com maior apetência para o gol no mundo do futebol voltou a ser decisivo e deixou o Bernabéu em apoteose, permitindo ao Real regressar à liderança da La Liga com mais dois pontos que o Barcelona e mais cinco que o Sevilha, time que não foi além de um empate a um gol com o Leganés. O Real Madrid tem ainda um jogo em atraso, pelo que poderá aumentar sua vantagem face à concorrência.

Boas Apostas!