Camarões – Marrocos (Copa das Nações Africanas)
A Copa das Nações Africanas entra em sua fase decisiva e a seleção do Marrocos, nação anfitriã da competição, se enfrenta à congénere dos Camarões, segunda maior vencedora da história da prova.
Análise Camarões
As semanas que antecederam a participação da seleção camaronesa na Copa das Nações Africanas 2026 foram um autêntico caos – dois selecionadores, duas listas de relacionados distintas e uma alegada ingerência de Samuel Eto’o (presidente da Federação) nas escolhas que levaram o governo daquele país a intervir.
No fim de contas, David Pagou e seus eleitos viajaram para o Marrocos e, até ver, os resultados têm sido positivos. Na fase de grupos, os camaronenses venceram o Gabão (1-0), empataram com a Costa do Marfim (1-1) e venceram Moçambique (1-2). Já no “mata-mata”, impuseram-se à congénere da África do Sul por dois a um, isso em uma partida na qual estiveram sempre em vantagem.
Bryan Mbeumo, do Manchester United, é a principal referência dessa seleção camaronesa que habitualmente atua a partir de um sistema de 1x3x4x3. Devis Epassy tem sido indiscutível na defesa das redes e, na linha imediatamente à sua frente, Che Malone, Samuel Kotto e Nouhou Tolo têm sido o trio de serviço. Pelas alas, Junior Tchamadeu e Darlin Yongwa têm sido apostas de Pagou, ao passo que em zona mais central, Carlos Baleba – jovem do Brighton e um dos bons valores dessa seleção – tem atuado junto com Arthur Ebong. Mbeumo, que dispensa apresentações, Danny Namaso e Christian Kofane deverão formar o tridente ofensivo.
Bem na linha daquilo que aconteceu frente à África do Sul, a seleção camaronesa deverá abdicar da posse na maior parte do tempo e investir sobretudo nas chegadas à frente por via de transições.
Escalação provável: Epassy, Malone, Kotto, Tolo, Tchamadeu, Yongwa, Baleba, Ebong, Mbeumo, Namaso, Kofane
Análise Marrocos
Não tem outra forma de dizê-lo: a seleção do Marrocos é favorita absoluta à conquista dessa Copa das Nações Africanas.
“No papel”, os magrebinos são a melhor seleção do continente e ainda por cima estão sediando a competição. Yassine Bono, Achraf Akimi, Nouassir Mazaroui, Sofyan Amrabat, Brahim Díaz, Ben Seghir, Youssef En-Nesiry e Abde Ezzalzouli são alguns dos principais nomes dessa seleção que conta ainda com a experiência de elementos como Nayef Aguer, Romain Saiss ou Ayoub Kaabi, jogadores que estão em uma outra fase das respetivas carreiras mas continuam a ser igualmente úteis. No ataque, o selecionador Hoalid Regragui tem um lote de opções absolutamente invejável.
Na primeira fase, ainda que não tenha alcançado o pleno, a seleção marroquina cumpriu com o que lhe competia ao vencer o Grupo A com sete pontos, quatro de avanço em relação ao Mali, único rival com o qual dividiu pontos (1-1). Nos outros dois jogos da primeira fase, os marroquinos confirmaram todo seu favoritismo ao venceram as Ilhas Comores (2-0) e a Zâmbia (0-3).
Uma vez classificados à fase a eliminar, quis a sorte que os marroquinos se enfrentassem à Tanzânia. No Prince Moulay Abdellah, em Rabat, o domínio foi marroquino e o génio de Brahim Díaz, provavelmente a principal referência dessa seleção, fez a diferença – um gol do jogador “merengue” permitiu vencer por um a zero.
Os camaronenses prometem propor o mais exigente dos testes a essa seleção marroquina até então, mas a expetativa generalizada é a de que os “Leões do Atlas” apresentem sua melhor versão.
Escalação provável: Bono, Hakimi, Masina, Aguerd, Mazraoui, Saibari, El Khannouss, Aynauoi, Brahim Díaz, Abde Ezzalzouli, Ayoub Kaabi
Dica de Prognóstico
A seleção marroquina é favorita ao acesso, mas a congénere camaronesa promete proporcionar o mais duro dos desafios aos donos da casa até então nessa Copa das Nações Africanas. O equilíbrio deverá imperar, mas os “Leões do Atlas” são favoritos a avançar.
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