Jogando longe de seus domicílios, Botafogo e Atlético Paranaense se classificaram para a fase de grupos da Libertadores 2017. Com muito sofrimento envolvido, a festa foi brasileira na noite do Paraguai.
Gatito Fernández deu apuramento ao Botafogo
Roberto Júnior Fernández Torres, “Gatito Fernández” no mundo do futebol, foi o herói da classificação botafoguense para a fase de grupos da Libertadores 2017. Inseguro nos primeiros desafios com a camisa do time Carioca, uma lesão relegou Gatito Fernández em definitivo para o banco, cedendo o lugar ao companheiro Helton Leite, titular do Defensores del Chaco para a partida de volta frente ao Olímpia. No segundo tempo, Leite se ressentiu de uma lesão na coxa e Gatito, alvo da torcida do Olimpia por conta de sua ligação ao rival Cerro Porteño, foi chamado a jogo pelo técnico Jair. Apesar de ter sido batido uma vez com o gol que igualou a eliminatória, na hora das grandes penalidades, resistiu à grande pressão da torcida da casa e segurou a classificação para a fase de grupos ao defender três das quatro grandes penalidades cobradas pelos jogadores da casa. Em Assunção como em Santiago do Chile na eliminatória anterior, o Botafogo resistiu com muito sofrimento para gáudio de sua torcida. O “Rei das Copas” que conta com o regressado Roque Santa Cruz ficou pelo caminho na competição, de nada valendo o gol por Brian Montenegro a sensivelmente dez minutos do final do segundo tempo.
O “Fogão” vai integrar o grupo 1 da Libertadores, chave que partilha com o campeão em título Atlético Nacional. Os argentinos do Estudiantes e os equatorianos do Barcelona de Guayaquil também vão ser adversários do time Carioca.
Visitantes felizes
Em desvantagem à entrada para essa partida de volta no Paraguai, o Atlético Paranaense lutava contra o registo negativo na condição de visitante, marca do time treinado por Paulo Autuori ao longo da última temporada, apesar de se ter classificado para a disputa da pré-Libertadores. Após um empate a três gols no eletrizante encontro de ida disputado na Arena da Baixada, quis o destino que um tento solitário fosse o suficiente para definir o segundo desafio a favor do “Furacão”, conjunto que não vencia fora de casa há cinco meses.
Para garantir esta vitória “magra” mas suficiente para seguir em frente, o Atlético Paranaense contou com uma boa exibição do seu setor defensivo, situação que não se tinha verificado na partida de ida. O goleiro Weverton se apresentou a bom nível e deteve algumas boas investidas do modesto mas muito lutador time do Deportivo Capiatá. Para o Atlético, a partida não poderia ter corrido melhor: Lucho González, “El Comandante”, fez o primeiro gol com a camisa do Atlético logo aos 11 minutos do primeiro tempo, deixando o time em posição favorável. A partir daí, Paulo Autuori accionou o plano que tinha traçado antes do desafio: Ganhar vantagem, baixar as linhas – no caso com duas de quatro, bem definidas -, defender junto e criar ansiedade nos donos da casa. O objetivo foi concretizado e o Atlético venceu por um resultado agregado de quatro a três, assegurando presença na fase de grupos. Após o termo do jogo, o elenco do Atlético foi alvo da ira do público paraguaio que proferiu insultos racistas e ainda tentou agredir o elenco com o arremesso de objetos.
Na sua chave, o Atlético Paranaense vai encontrar um rival Brasileiro, no caso, o Flamengo. Ultrapassar o grupo 4 vai ser difícil para o “Furacão”, visto que ter que defrontar os argentinos do San Lorenzo e os chilenos da Universidad Católica.
Noite de decisões
A fase pré-Libertadores 2017 termina na noite desta quinta-feira, com a realização dos dois jogos em falta. Na Argentina, o Junior Barranquilla tenta defender a vantagem miníma (1-0) trazida da Colômbia, enquanto o Unión Española viaja até à altitude boliviana em desvantagem – empate 1-1 no Chile – para enfrentar o The Strongest.
Boas Apostas!


