O que todos esperavam realmente aconteceu. Depois de uma campanha muito ruim na Copa do Mundo da Rússia, a seleção da Argentina perdeu seu treinador, Jorge Sampaoli. Logo após a derrota para a França nas oitavas de final, a imprensa argentina começou a especular o futuro de Sampaoli e vários jornais já davam como certa a saída do treinador. E no início desta semana finalmente veio a confirmação. A Associação de Futebol Argentino (AFA) anunciou no último domingo (15) a demissão de Jorge Sampaoli do cargo de treinador da seleção, afirmando que a decisão foi tomada em comum acordo com o técnico e os dirigentes. Além de Sampaoli, o preparador físico Jorge Desio e o analista de vídeo Matías Manna também deixaram seus cargos na comissão técnica argentina.

De acordo com informações do jornal diário “Olé”, o técnico argentino aceitou reduzir sua multa rescisória e receberá apenas US$ 2 milhões (cerca de R$ 7,4 milhões). Antes, o valor acertado entre as partes no inicio do contrato era de US$ 8 milhões (R$ 29,6 milhões). Quando foi contratado, Sampaoli assinou um contrato válido até a Copa América do ano que vem, que será disputada no Brasil, porém, graças ao fraco desempenho da seleção na Copa da Rússia e a enxurrada de críticas da imprensa e dos torcedores, o próprio treinador aceitou diminuir o valor da multa e deixar o cargo. Agora, entre os nomes mais citados como favoritos a assumir a seleção da Argentina são: Marcelo Gallardo, Matías Almeyda, Ricardo Gareca, Mauricio Pochettino e Diego Simeone, todos ex-jogadores da seleção.

Passagem pela seleção da Argentina

Sampaoli durante a Copa de 2018.

Sampaoli durante a Copa de 2018.

Assumindo a seleção argentina em meio a uma turbulenta campanha nas Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo, Sampaoli chegou como o “salvado da pátria”, sendo muito bem recebido pelos torcedores. Logo na sua estreia, conseguiu uma vitória por 0x1 contra o Brasil num amistoso no início de junho. Depois, mesmo com cinco jogos sem perder dentro das Eliminatórias, a classificação para o Mundial veio na base do sofrimento, conquistada somente na última rodada graças ao show de Lionel Messi na vitória de virada por 1×3 contra o Equador, onde o camisa 10 marcou os três gols argentinos e conduziu sua seleção a mais uma Copa. Chegando na Rússia, a Argentina teve que lidar com a perda de um dos seus líder e goleiro titular, Romero, que se lesionou e não pode ficar entre os convocados.

Logo na estreia do Mundial, veio um empate difícil contra a Islândia, onde Messi, quando o placar ainda estava em 1×0 para os argentinos, desperdiçou uma penalidade. O resultado ruim na primeira rodada ficou ainda pior após a derrota para a Croácia na segunda rodada por 0x3, pois com esses dois resultados, a Argentina passou a correr grande risco de ser eliminada ainda na primeira fase da Copa. Entretanto, veio então a vitória por 1×2 contra a Nigéria, também sofrida, com gol no último minuto, na última rodada e a classificação acabou chegando para a equipe de Jorge Sampaoli.

Nas oitavas de final, a Argentina pegou seu adversário mais difícil até então, a França, que já era candidata ao título. Contra os franceses, a equipe sul-americana continuou apresentando as mesmas dificuldades ofensivas de todos os jogos, além de uma grande fragilidade defensiva, o que resultou numa derrota por 3×4 para a França e uma precoce eliminação na Copa da Rússia.

Durante sua trajetória na seleção da Argentina, Jorge Sampaoli disputou quinze jogos, dos quais conseguiu sete vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Dessas derrotas, duas delas foram na Copa do Mundo (0 x 3 Croácia e 3 x 4 França) e custaram à seleção sua eliminação.

Boas Apostas!