Principal nome da seleção brasileira nos últimos anos, Neymar foi colocado por muitos como o jogador que será o craque na Copa do Mundo da Rússia e que levará o Brasil ao hexa no Mundial. Entretanto, uma lesão no pé direito atrapalhou os planos do craque para a Copa da Rússia e também o seu desempenho dentro de campo. Por conta da fratura no quinto metatarso no pé, Neymar teve que parar por três meses, perdendo jogos importantes pelo Paris Saint-Germain e não podendo jogar 100% em alguns amistosos preparatórios da seleção brasileira.

Isso atrapalhou muito o início de trabalho do camisa 10 no Mundial e por consequência a seleção, que embora tenha um elenco melhor do que há quatro anos, ainda tem uma certa dependência de Neymar. Chegando ao quarto jogo da Copa, o craque parece estar chegando ao seu nível normal (e muito alto) de desempenho, o que certamente será crucial na trajetória da seleção brasileira na busca pela sexta estrela.

Dois primeiros jogos de sumiço e irritação

Neymar reclamando com o árbitro na partida contra a Costa Rica.

Neymar reclamando com o árbitro na partida contra a Costa Rica.

A estreia brasileira foi difícil, mais difícil do que o esperado, mas o fraco desempenho de Neymar foi o que chamou mais atenção na partida contra a seleção da Suíça. Jogando apenas sua segunda partida como titular depois de três meses fora dos gramados, Neymar pouco fez contra os suíços, não conseguindo driblar, participar das jogadas de ataque com efetividade e sendo muito marcado pelos rivais. Entretanto, o jogo ruim do craque não foi apenas culpa da falta de ritmo ou da boa marcação suíça, dentro de campo Neymar parecia mais focado em chamar a falta para si, tanto que sofreu dez faltas na partida (a grande maioria no seu pé direito), e a falta de objetividade nas suas jogadas. Naquele jogo, quem tomou a responsabilidade foi Philippe Coutinho, autor de um golaço e eleito o melhor em campo.

Na rodada seguinte, contra a Costa Rica, Neymar repetiu os mesmos erros e não fez novamente um grande jogo, embora tenha marcado um gol. Mais uma vez mostrando muito individualismo, o camisa 10 não tinha muito espaço e apanhou muito novamente. O problema foi que contra os costa-riquenhos o atacante da seleção parecia mais irritado, disposto a reclamar com o árbitro da partida a cada falta que sofria, tanto que sofreu um cartão amarelo já aos 35 minutos do segundo tempo depois sofrer mais uma e reclamar com o juiz. Até aquele momento, Neymar era muito criticado por sua postura dentro de campo e, mesmo marcando um gol contra a Costa Rica, ainda não tinha mostrado porque é um dos melhores do mundo.

Evolução nos dois últimos jogos

Neymar comemorando seu gol contra o México.

Neymar comemorando seu gol contra o México.

Já contra a seleção da Sérvia, na última rodada da fase de grupos do Mundial, Neymar mostrou ter evoluído na parte física, com mais ritmo de jogo, e também buscou mais o jogo coletivo, dando passes importantes no ataque, não prendendo mais a bola nos seus pés para esperar faltas, e mostrando alguns dribles, como de costume. Contra os sérvios, embora não tenha marcado nenhum gol, deu uma assistência para o segundo gol brasileiro, de Thiago Silva, e fez até então seu melhor jogo na Copa.

E na última segunda-feira (02) o craque novamente fez um grande jogo, dessa vez sendo muito decisivo para a seleção brasileira. Focado novamente em apenas jogar futebol, Neymar ignorou as faltas que sofreu, algo que terá que aprender a conviver durante toda a sua carreira por conta do seu estilo de jogo, finalizou mais, acertou mais, marcou um gol, deu uma assistência e terminou a partida das oitavas de final contra o México como o melhor em campo, prêmio dado a cada partida pela Fifa. Se aproximando cada vez mais do seu nível normal, Neymar agora tem grandes chances de crescer dentro da Copa e tornar-se “o cara” na seleção brasileira, conduzindo o Brasil a mais um título mundial, o primeiro na carreira do jogador.