Se no tempo normal o confronto entre Espanha e Rússia foi lento e chato, a disputa de pênaltis, como de costume, foi emocionante. Carregando o favoritismo, os espanhóis mantiveram seu estilo de jogo, tocando muito e atacante pouco, e conseguiram apenas um empate em 1×1 no tempo normal, placar que foi mantido na prorrogação. Nas penalidades, o goleiro russo Akinfeev foi melhor que De Gea e garantiu a seleção da Rússia nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, resultado esse que seria praticamente impensável antes do início do Mundial e até mesmo antes do começo do jogo. Agora, enquanto os espanhóis se prepararam para deixar a Rússia, os anfitriões se preparam para enfrentar a seleção da Croácia ou Dinamarca na próxima fase da Copa.

Jogo morno e lento

Momento do pênalti de Piqué.

Momento do pênalti de Piqué.

Seleção favorita e uma das duas únicas campeãs mundiais na sua chave, a Espanha entrou em campo com algumas mudanças em relação aos jogos anteriores, como a entrada de Koke e Asensio no elenco titular, porém, manteve seu estilo de jogo, controlando a partida através da posse de bola e tentando atacar com paciência. Já os russos, sabendo da qualidade do adversário, passaram praticamente todo o jogo apenas se defendendo, buscando raros momentos de contra-ataques. O início do primeiro tempo até pareceu animador, com a Espanha abrindo o placar aos 11 minutos com um gol contra de Ignashevich. Com o gol, a seleção europeia passou a tocar ainda mais a bola, principalmente no meio campo, cozinhando claramente o jogo, já que os russos pareciam “satisfeitos” com a derrota por um gol no primeiro tempo e mantiveram seu estilo defensivo. Quando tentaram atacar um pouco mais, já nos dez minutos finais do primeiro tempo, os russos empataram com Dzyuba convertendo pênalti bobo cometido por Piqué.

No segundo tempo, o jogo se manteve com o mesmo cenário, já que a seleção da Rússia, confortável com o empate, continuou apenas se defendendo, tentando alguns poucos contra-ataques, mas tendo muita dificuldade em acertar os passes, enquanto os espanhóis tocavam a bola de um lado para o outro e não conseguiram entrar na área adversária. A partir dos trinta minutos da etapa final, as duas seleções começaram a mostrar que estavam apenas esperando o apito final para disputarem a prorrogação e penalidades.

Prorrogação sem gol e penalidades

Goleiro Akinfeev defendendo o último pênalti da Espanha.

Goleiro Akinfeev defendendo o último pênalti da Espanha.

Na prorrogação, a Espanha já contava com Iniesta, que entrou no meio do segundo tempo, e os atacantes Rodrigo (que entrou no lugar do apagadíssimo Asensio) e Iago Aspas, conseguindo assim jogadas mais efetivas de ataque, trazendo um pouco mais de perigo para o gol russo. Entretanto, a muralha russa se manteve firme durante mais 30 minutos, evitando o gol da vitória espanhola, mas também não buscando seu gol da virada. Em determinado momento, era possível afirmar que as duas seleções estavam contentes com o placar de 1×1 e se preparavam para a disputa nos pênaltis.

Chegando nas penalidades, os goleiros De Gea, do lado espanhol, e Akinfeev, para os russos, que pouco apareceram durante o jogo, tiveram a chance de se consagrarem por suas seleções. As duas primeiras cobranças de cada lado foram certeiras, até que o volante Koke, que fez sua primeira partida como titular, cobrou muito mal e teve sua penalidade defendida por Akinfeev. Na sequência, a Rússia acertou a sua cobrança com Golovin, assim Sergio Ramos pela Espanha. Depois foi a vez de Cheryshev, jovem destaque russo, converter o seu pênalti. A quinta cobrança espanhola ficou nos pés de Iago Aspas, herói no empate em 2×2 contra Marrocos que garantiu a primeira posição no Grupo B. Sem sequer olhar para o goleiro, Aspas chutou no meio do gol e teve sua cobrança defendida com o pé de Akinfeev, encerrando as penalidades em 4×3 para a Rússia.

Boas Apostas!