Itália, Espanha e Alemanha. E vão três edições da Copa do Mundo em que os campeões em título se revelam incapazes de vencer nas respetivas estreias. Entrar com o pé esquerdo não costuma ser bom presságio para as seleções que se propõem a defender o título, tal como nos indicam as duas últimas edições da competição.
Itália, 2010
A seleção italiana chegava na África do Sul, em 2010, enquanto campeã em título. Vencedora do ceptro em 2006 em uma final que ficou célebre pela cabeçada aplicada por Zinedine Zidane a Materazzi, a equipe transalpina tinha até uma tarefa bem acessível, uma vez que a sorte a colocaram em um grupo com Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia. Quem diria que a aventura italiana ficaria logo pela fase de grupos… Após o empate a um gol na estreia frente ao Paraguai, a Itália não fez melhor diante dos neozelandeses e, na derradeira partida, perdeu mesmo com a Eslováquia por três a dois, tudo isso em um grupo no qual a seleção paraguai, vencedora do mesmo, se apurou com apenas… cinco pontos, mais um que a Eslováquia.
Espanha, 2014
A seleção da Espanha sucederia a Itália no trono de campeã do mundo, juntando esse título ao de campeã da Europa. Em 2012, dois anos após a Copa da África do Sul, viria a revalidar o estatuto de campeã do “Velho Continente” ao vencer… Itália na final.
“La Fúria” viajava para o Brasil na condição de detentora do troféu e bicampeã da Europa, estatuto que aumentava sua responsabilidade.
A estreia, essa, fica para a história da Copa do Mundo: derrota por cinco (!) a um com a congénere da Holanda. O segundo duelo não correu melhor e os espanhóis perderam por dois a zero com o Chile, se despedindo com um triunfo (0-3) diante da Austrália.
A Espanha, tal e qual como a Itália quatro anos antes, tinha ficado pela fase de grupos da Copa do Mundo.
Que destino, Alemanha?
A história recente deixa a seleção alemã em alerta máximo. Derrotada na estreia pelo México, a equipe germânica está longe de se encontrar arredada da luta pelo acesso à fase seguinte, restando disputar dois confrontos com as seleções de Suécia e Coreia do Sul. A primeira “tradição” negativa está cumprido: a detentora do título não venceu o primeiro desafio na edição seguinte da Copa. Conseguirão os comandados de Low contrariar a estatística recente e ir além dessa fase de grupos?




