Mais um capítulo na história de amor entre Carlitos Tévez e o seu Boca Juniors. “El Apache” está oficialmente de regresso à Bombonera para cumprir a terceira passagem pelo clube que o revelou ao mundo do futebol.

Foto: "Getty Images"

Foto: “Getty Images”

Essa é a notícia à qual nenhum torcedor do Boca Juniors fica indiferente, não só por aquilo que Carlitos Tévez poderá vir a acrescentar em termos desportivos, mas sobretudo pelo lugar que o atacante argentino ocupa nos corações da torcida “xeneize”. Esta sexta-feira (5), o histórico de Buenos Aires anunciou o retorno do ex-internacional argentino.

A ligação de Tévez ao Boca Juniors começa cedo, logo aos 14 anos, altura em que o miúdo do bairro de “Fuerte Apache”, um dos mais problemáticos da capital federal argentina, deu seus primeiros passos com a camisa azul e amarela do bairro de “La Boca”. Estreou com o time principal na temporada 2001/02 e permaneceu três épocas, seguindo posteriormente para os brasileiros do Corinthians. Daí deu o tão ambicionado salto oara o futebol europeu, representando West Ham e os dois rivais de Manchester. Em 2013/14 ingressou na Juve e aí esteve duas épocas. O retorno à casa de sempre já estava no horizonte e, em 2015, não resistiu mais ao chamamento, retornando ao Boca Juniors, sua casa de sempre, já com um palmarés bem interessante, a saber: Uma Liga dos Campeões, três campeonatos de Inglaterra, uma FA Cup, três Supercopas inglesas, uma Copa da Liga inglesa, duas edições do scudetto, uma copa de Itália e outra Supercopa transalpina, isto apenas para referir os títulos alcançados na Europa.

A Bombonera o recebeu de braços abertos, em apoteose total. Tévez seguiu a máxima “o bom filho à casa torna” e foi acolhido como um ídolo, até mesmo por regressar em uma fase da sua carreira desportiva em que ainda podia contribuir para o sucesso do Boca, algo que acabou por acontecer, prestando um contributo essencial para a conquista de vários títulos coletivos. Permaneceu no clube no ano seguinte e, no final de 2016, surgiu uma oportunidade que Tévez não quis desperdiçar: a de rumar à China para representar o Shanghai Shenhua e se converter em nada mais nada menos que o jogador de futebol mais bem pago do mundo. A torcida não julgou a opção do veterano e, no encontro de despedida, houve mesmo um torcedor que invadiu o gramado para se ajoelhar a Tévez, saudado com um grande aplauso aquando da saída do gramado. A experiência em solo asiático não correu da melhor forma e agora é tempo de retornar a casa pela terceira vez. Aos 33 anos, Tévez ainda pode dar um bom contributo ao Boca Juniors, time que está no grupo dos brasileiros do Palmeiras nessa Libertadores. A tendência é que vista a camisa 32 do emblema “Xeneize”.

Boas apostas!