Noite épica na Swissporarena, em Luzern. A seleção helvética garantiu um lugar entre os quatro finalistas da UEFA Nations League contrariando as probabilidades, ao aplicar uma inesperada goleada (5-2) à Bélgica. A Inglaterra esteve a perder em Wembley mas conseguiu resgatar o acesso já bem perto do apito final.

Digno de um filme

Foto: "AFP"

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A seleção da Suíça chegava nessa derradeira rodada do grupo 2 sabendo que tinha uma missão hercúlea pela frente. Para além de estar obrigada a vencer a Bélgica para chegar na próxima fase da UEFA Nations League, precisava de o fazer por uma margem superior a um golo de diferença. Antes de estarem cumpridos 20 minutos em Luzern, os “Diabos Vermelhos” já venciam em solo suíço por dois a zero, “bis” da autoria do Hazard mais novo, Thorgan. A situação era bem crítica para os eleitos de Vladimir Petkovic que ainda assim não viraram a cara à luta e viriam a protagonizar uma noite época diante da terceira colocada da última edição da Copa do Mundo.

Ricardo Rodríguez converteu uma grande penalidade com sucesso antes da meia hora da primeira etapa e, pouco tempo depois, o verdadadeiro “diabo” da noite encarnaria em Haris Seferovic, atacante do Benfica que seria o grande destaque do desafio. Aos 31 empatou o desafio e, a um minuto do recolher aos vestiários, fez o três a dois. Na hora do intervalo, os suíços estavam de volta à briga pelo acesso e precisavam de mais um gol para avançar.

O seleccionador Vladimir Petkovic não mexeu no time ao intervalo e viria a celebrar aos 17 minutos do segundo tempo. Nico Elvedi, jovem zagueiro do Gladbach, apontaria o 4-2, gol que permitia à Suíça avançar para a “final-four” da UEFA Nations League, deixando a torcida em apoteose. A Bélgica precisava de encurtar a distância para avançar e Roberto Martínez reagiu de imediato ao lançar Michy Btashuayi no desafio, aposta que não viria a surtir o efeito esperado. Apesar da vantagem de dois gols, o acesso não estava seguro e no momento decisivo, Haris Seferovic voltou a decidir. Faltavam oito minutos para o apito final quando o atacante marcou o terceiro gol da conta pessoal, estabeleceu o 5-2 e fechou um apuramento que ficará gravado na história do futebol helvético. Desde setembro de 2009 que a seleção da Bélgica não sofria cinco gols em um só desafio.

O rugido dos leões

O duelo entre Inglaterra e Croácia no gramado de Wembley prometia, desde logo porque só a vitória interessava a ambas as seleções. Ao intervalo, o marcador assinalava uma igualdade sem gols e quem sorria era a seleção espanhola, terceira integrante do grupo que poderia assegurar o acesso caso o encontro de Wembley terminasse com uma igualdade.

No segundo tempo, a Croácia assumiu a dianteira do marcador aos 12 do segundo tempo por intermédio de Andrej Kramaric, atacante que já tinha marcado no embate com a Espanha. Obrigada a marcar dois gols, a seleção inglesa partiu para cima do adversário e resolveria o encontro de bola parada. Gareth Southgate lançou Rashford aos 28 do segundo tempo e bastaram cinco minutos para o jogador do Manchester United empatar o desafio a uma bola. Já a cinco minutos dos 90, em um momento tão comum no gramado do Wembley, casa emprestada do Tottenham, Harry Kane decidiu a partida a favor dos donos da casa que com uma vitória por dois a uma selaram o apuramento para a “final-four”.

Portugal apurado, Holanda e França “à espreita”

A seleção de Portugal, nação que vai receber a “final-four” dessa UEFA Nations League no próximo ano, foi a primeira a se apurar. Esta segunda-feira, a Holanda viaja até à Alemanha sabendo que um ponto será suficiente para seguir em frente. Caso a “laranja mecânica” seja derrotada pelo time germânico, a campeã do mundo França celebrará o acesso.

Boas apostas!