Na última terça-feira (04) a CAS (Corte Arbitral do Esporte) anunciou que a tenista Maria Sharapova teve sua suspensão por doping reduzida. Pega no exame antidoping em janeiro pelo uso da substância proibida meldonium, a tenista russa foi condenada pela Federação Internacional de Tênis (ITF) a dois anos de suspensão do tênis. Logo depois de receber a pena, Sharapova recorreu à última instancia da justiça desportiva para tentar reverter ou pelo menos diminuir sua penalidade, mas o veredito acabou sendo adiado duas vezes, o que deixou a tenista de fora das Olimpíadas do Rio. Agora, no começo de outubro, Sharapova conseguiu reduzir sua pena dos 24 meses iniciais para 15 meses, dos quais já cumpriu nove, podendo assim voltar a jogar tênis a partir do dia 26 de abril de 2017.

Segundo comunicou a CAS, o Painel da entidade reduziu a suspensão da tenista russa por não ver “culpa significante” no seu caso de doping. “O Painel concluiu que a Sra. Sharapova cometeu uma violação às regras antidoping e, apesar da “ausência de culpa significante”, ela teve um grau de culpa, para a qual uma sanção de 15 meses é apropriada. […] O caso […] e a pena […] referem-se somente ao grau de culpa que pode ser imputado a um jogador por falhar em se certificar que a substância contida em um produto que utilizava durante longo tempo manteve-se em conformidade com as regras antidoping”.

Análise do caso feita pela CAS

Maria Sharapova quando confirmou o uso de meldonium.

Maria Sharapova quando confirmou o uso de meldonium.

A audiência sobre o caso de Sharapova foi realizado em setembro, em Nova York, onde o Painel da CAS concordou que Maria Sharapova tomou Mildronate (medicamento que contém a substância meldonium) por questões medicas e que a tênista não recebeu nenhum aviso específico sobre a substância ser proibida, nem da Wada (Agência Mundial Antidoping), nem ITF (Federação Internacional de Tênis) e nem da WTA (Associação de Tênis Feminino). A Corte Arbitral também achou razoável que a tenista russa tenha deixado nas mãos do seu agente, Max Eisenbud, a função de verificar a lista de substâncias proibidas. Porém, também viu que Sharapova tinha culpa por não dar ao seu agente as devidas instruções e por não supervisionar e controlar as ações de Eisenbud, além do fato de que Sharapova não relatava nos seus formulários de controle de doping o uso de meldonium.

Com isso, a entidade estabeleceu “culpa não significante ou negligência” no caso de doping da tenista Maria Sharapova e com isso poderia reduzir a suspensão pela metade. Porém, avaliou também o grau de culpa que a tenista teve no caso e achou melhor estabelecer uma pena de 15 meses fora das quadras para a russa, período o qual começou a ser contado a partir da data do exame que apontou o doping, dia 26 de janeiro e com isso, Sharapova estará liberada para atuar no tênis a partir do dia 26 de abril de 2017, daqui a seis meses.

A ex-número 1

Maria Sharapova com a taça de Roland Garros em 2012.

Maria Sharapova campeã de Roland Garros 2012.

A russa Maria Sharapova é considerada por muitos, uma das melhores tenistas da atualidade, ocupando a primeira colocação do ranking mundial da WTA em cinco oportunidades, totalizando 21 semanas como número 1 do tênis mundial feminino. Entre suas conquistas no tênis simples estão um Torneio de Wimbledon em 2004, um Torneio US Open em 2006, um Torneio Australian Open em 2008, dois Abertos da França em 2012 e 2014, e dois Roland Garros, em 2012 e 2014, além de cinco vice-campeonatos, três no Australian Open (2007, 2012, 2015), um em Wimbledon (2011) e um no Aberto da França (2012). A russa Sharapova também conquistou uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, quando perdeu a final do torneio simples feminino para a norte-americana Serena Williams por 2 sets a 0 e ficou com a medalha prateada.

Entre suas principais marcas está o fato de ser a primeira tenista russa e a segunda tenista mais nova a conquistar o Torneio de Wimbledon em 2004, quando tinha 17 anos e venceu Serena Williams. Também em 2004, Maria Sharapova tornou-se a primeira tenista não americana a vencer o Torneio de Wimbledon na Era Aberta desde Jana Novotná em 1998. Em 2012, ao conquistar Roland Garros, Sharapova conquistou o seu “career slam”, que é quando um tenista conquista todos os Grand Slams pelo menos uma vez na sua carreira.

Boas Apostas!