Noite de festa no estádio Hidalgo. O Pachuca venceu o Tigres na partida de volta da final da Liga dos Campeões da CONCACAF por uma bola a zero e conquistou o troféu pela quinta vez na sua história. Um gol solitário de Franco Jara definiu o desafio.

Foto: "Liga MX"

Foto: “Liga MX”

2002, 2007, 2008, 2010 e 2017. O Pachuca voltou a erguer o troféu relativo à prova de clubes mais importante da América do Norte/Central, se consolidando como o terceiro emblema com mais edições no respetivo palmarés a seguir aos compatriotas Cruz Azul (seis) e América (sete). Na quinta decisão entre times mexicanos das últimas seis edições, o equilíbrio predominou.  Depois do empate a um gol na partida de ida, disputada no “Volcán” de Nuevo León, as duas equipes disputaram mais uma partida bem equilibrada no estádio Hidalgo, com o nulo no marcador a se manter praticamente até ao apito final.

Tigres ao ataque

Para abordar esta partida de volta, o técnico brasileiro Tuca Ferretti deixou fora do time titular Eduardo Vargas, atacante chileno que tinha perdido uma grande penalidade no primeiro duelo, após ter pedido a Gignac para cobrar o castigo máximo. Neste segundo encontro, foi o atacante gaulês André-Pierre Gignac, totalista no desafio, quem dispôs da melhor ocasião para marcar, ao atirar uma bola à trave da baliza defendida por Alfonso Blanco. No time forasteiro, o brasileiro Juninho repetiu a titularidade do primeiro desafio.

O gol marcado fora de casa dava vantagem ao Pachuca, obrigando o Tigres a marcar no estádio Hidalgo para sonhar com a conquista do título continental. O nulo se mantinha ao fim da primeira etapa e Tuca Ferretti, sem rodeios, lançou dois jogadores de vocação ofensiva no início do segundo tempo: Eduardo Vargas e Luis Advíncula. A aposta não teve resultados em termos práticos e a situação do time forasteiro piorou a 12 minutos dos 90, altura em que Guido Pizarro foi penalizado com o segundo cartão amarelo e recebeu a consequente ordem de expulsão, deixando o Tigres reduzido a dez unidades quando mais precisava de chegar ao gol. Aos 38 do segundo tempo, Franco Jara colocou a maioria dos adeptos presentes no estádio Hidalgo em apoteose, ao encontrar o caminho para as redes da baliza defendida por Nahuel Guzmán, beneficiando de uma defesa incompleta do goleiro que deixou o esférico à sua disposição. A reação do Tigres surgiria já nos acréscimos, pelo inconformado André-Pierre Gignac, mas o jogador francês estava impedido aquando do gol e o juiz da partida invalidou o lance. O Pachuca celebrou a conquista do título e garantiu a classificação para o Mundial de Clubes pela terceira vez em sua história. Em dezembro, nos Emirados Árabes Unidos, o time mexicano vai tentar bater a prestação de 2008, ocasião em que se ficou pelo quarto lugar. A estreia do Pachuca como representante da CONCACAF será nas quartas da competição, aguardando ainda para conhecer os rivais.

Boas Apostas!