A diretoria do Shanghai Shenhua realizou um avultado investimento em janeiro desse ano para garantir os serviços de Carlitos Tevez, oferecendo ao argentino de 33 anos um dos maiores salários da atualidade futebolística, cerca de 24 milhões de euros por ano. “El Apache”, alcunha que ganhou nas ruas do bairro de Fuerte Apache (Buenos Aires) trocou o “seu” Boca para assinar o contrato de uma vida. Coletivamente, a temporada não tem corrido de feição ao Shanghain. Individualmente, Carlos Tévez atravessa um dos piores períodos desde que chegou a China, isso após a chegada de um novo treinador.

Foto: "Reuters"

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Insatisfeita com o desempenho do time do Shanghai Shenhua, a diretoria do emblema chinês decidiu abdicar dos serviços do técnico uruguaio Gus Poyet. Após 23 rodadas, o Shanghai Shenhua está no 11º lugar da Superliga chinesa com apenas 24 pontos, saldo que corresponde a uma prestação negativa. A vaga deixada por Poyet foi preenchida por um “homem da casa”, Wu Jingui, que quis se impor ao elenco desde o primeiro momento. A poucos dias do “derby” com o Shanghai SIPG de André Villas-Boas, o novo treinador veio a público afirmar que o argentino não estará entre as escolhas para essa partida, uma vez que se encontra fora de forma. O mesmo se aplica a Fredy Guarín, jogador colombiano que cumpre o segundo ano no clube.

“Tévez não vai ser convocado, considero que não está fisicamente preparado. Tem peso a mais, tal como o Guarín”, referiu o novo treinador da equipa do Shanghai Shenhua. Na partida mais recente do Shanghai Shenhua, frente ao Henan Jianye em casa (1-2), Tévez já tinha começado a partida no banco, entrando aos oito minutos do segundo tempo, enquanto Guarín nem sequer foi opção. O novo treinador, 56 anos, não poupou a estrela maior da companhia: “Assumo as minhas responsabilidades como treinados e os jogadores também têm que assumir as deles. Se não cumprem, não são convocados”.

“Felipão” na liderança

Enquanto o Shanghai Shenhua, sem brasileiros, definha, o Guangzhou Evergande de Luiz Felipe Scolari segue na liderança da competição com 56 pontos, mais oito que o Shanghai SIPG de André Villas-Boas. Alan, Goulart e Muriqui têm tudo para consumar essa conquista que, caso se concretize, também será de Paulinho, meia que entretanto deixou o clube para rumar ao Barcelona. Na Liga dos Campeões da Ásia, a equipa de Guangzhou caiu nas quartas da prova frente ao rival Shanghai SIPG.

Boas Apostas!