Depois de três anos com uma parceria que rendeu muitos títulos, o sérvio Novak Djokovic anunciou na última terça-feira (07) o fim da sua parceria com o técnico Boris Becker, ex-tenista alemão que treinava Djokovic desde dezembro de 2013.

Novak Djokovic e Boris Becker.

Novak Djokovic e Boris Becker.

O anúncio foi feito pelo próprio tenista sérvio, que no último semestre não conseguiu resultados positivos e acabou perdendo o posto de líder do ranking mundial do simples masculino. O tenista sérvio escreveu em sua rede social oficial que a decisão de encerrar a parceria com o treinador alemão foi tomada em comum acordo, além de agradecer Becker pelo período que trabalharam juntos. “Depois de três anos de muito sucesso, Boris Becker e eu decidimos juntos encerrar nossa parceria. Os objetivos que estabelecemos quando começamos a trabalhar foram totalmente realizados e quero agradecer o Boris pela cooperação, pelo trabalho em equipe, dedicação e comprometimento”. No fim da publicação, o atual número dois do mundo ainda falou sobre seus planos para 2017, afirmando que fará novos anúncios em breve. “Meus planos profissionais agora estão voltados em manter um alto nível de jogo e também em fazer uma boa programação com novos objetivos para a próxima temporada. tomarei todas as decisões em breve”, afirmou Djokovic.

Treinador comenta fim da parceira

Treinador Boris Becker.

Treinador Boris Becker.

Durante os três anos de parceria entre o tenista sérvio e o treinador alemão, Novak Djokovic conquistou 25 títulos, sendo seis deles Grand Slam, liderando com isso o ranking mundial do tênis simples masculino durante boa parte desses três anos, terminando duas temporadas como melhor do mundo. Com esses resultados, é de se estranhar o fim da parceria que rendeu tanto títulos para o sérvio. Com isso, no dia seguinte ao anúncio do tenista, o próprio treinador, Boris Becker, se pronunciou sobre o assunto, explicando o baixo rendimento do tenista no segundo semestre de 2016. Segundo o alemão Becker, que concedeu uma entrevista ao Sky Sports, Djokovic tem se dedicado mais à sua família, e por isso, veio passando menos tempo em quadra, treinando, do que deveria. “Chegamos a um acordo de encerrar a parceria. Foi mútuo. […] Os últimos seis meses foram desafiadores em diferentes níveis. […] Ele não passou tanto tempo na quadra quanto deveria. […] Ele ganhou Roland Garros e depois passou a querer passar mais tempo com a família. Mas para mim tem que ser para ganhar, ganhar Grand Slams e nós conseguimos”.

Ainda segundo Becker, a rotina “egoísta” de um tenista entrou em contraste com a personalidade família de Novak Djokovic, o que fez o tenista de 29 anos diminuir um pouco o seu ritmo. “As pessoas esquecem que um tenista tem que ser muito independente. A profissão de tenista é uma das mais egoístas do esporte, porque é muito sobre você. E ele é o primeiro a dizer que é um cara família. Não sei se ele teve algum problema pessoal. Ele é feliz no casamento, tem um lindo filho. Quando se tem uma mulher, um filho, uma família, o resto passa para segundo plano. […] E uma hora a família quer reassumir o lugar. […] E disse-lhe que era isso que tinha que fazer enquanto homem”.

2º semestre ruim para o sérvio

Tenista Novak Djokovic em entrevista.

Tenista Novak Djokovic em entrevista.

O início de ano para o tenista Novak Djokovic foi muito bom, já que ainda ocupava a liderança do ranking mundial do tênis simples masculino. Durante o primeiro semestre de 2016, o sérvio disputou dez competições, chegando à final de sete delas e vencendo seis. São elas:

ATP CATAR – Novak Djokovic x Rafael Nadal – Placar: 6/1 e 6/2;

Aberto da Austrália (Grand Slam) – Novak Djokovic x Andy Murray – Placar: 6/1, 7/5 e 7/6;

Masters 1000 Índia Wells – Novak Djokovic x Milos Raonic – Placar: 6/2 e 6/0;

ATP Miami – Novak Djokovic x Kei Nishikori – Placar: 6/3 e 6/3;

Masters 1000 Madrid – Novak Djokovic x Andy Murray – Placar: 6/2, 3/6, 6/3;

Roland-Garros (Grand Slam) – Novak Djokovic x Andy Murray – Placar: 3/6, 6/1, 6/2, 6/4;

Porém, no segundo semestre, o tenista já não conseguiu manter os bons resultados, competindo em sete dos nove torneios do mundo do tênis durante os últimos seis meses da temporada do tênis mundial. Desses sete torneios, Djokovic chegou a final de apenas três deles, sendo campeão do Masters 1000 de Montreal, porém, perdendo o US Open (Grand Slam) para Stan Wawrinka e o ATP Finals para Andy Murray.

Boas Apostas!