Marselha, Arsenal, Manchester City, Sevilha… Samir Nasri tem um percurso futebolístico bem interessante e chegou a ser considerado um dos maiores talentos da nova vaga de jogadores franceses. Aos 30 anos, o meia atacante enfrenta uma das situações mais delicadas da sua carreira e não poderá atuar oficialmente nos próximos seis meses. Em causa um tramaneto polêmico.

Foto: "Getty Images"

Foto: “Getty Images”

Samir Nasri iniciou a temporada 2017/18 ao serviço do Antalyaspor, time turco ao qual tinha chegado após se desvincular em definitivo dos ingleses do Manchester City. No início de dezembro, após cumprir oito jogos e apontar dois gols com a camisa do time otomano, se desvinculou, ficando livre para se comprometer com um novo emblema. As semanas se sucederam e ninguém se chegou à frente para assegurar os serviços do jogador, ou pelo menos nenhuma proposta foi considerada do agrado do gaulês. O mercado europeu fechou na noite de 31 de janeiro para 1 de fevereiro e Samir Nasri permaneceu sem chegar a acordo com nenhum clube, ainda que sua condição de jogador livre permita se comprometer com um novo projeto para lá da “deadline”.

O interesse dos espanhóis do Las Palmas chegou a ser alvo de notícia, porém, por muito interessado que o emblema das Canárias esteja no jogador, concluir a contratação não vai ser possível. O antigo internacional pela França está a ser alvo de uma sanção aplicada pela FIFA e não vai poder atuar oficialmente nos próximos seis meses.

Ainda que não haja nenhuma informação oficial por parte da organização que tutela os destinos do futebol mundial, o representante do jogador já confirmou que o jogador está efetivamente na mira da instituição. Porquê? Passamos a explicar: em dezembro de 2016, Samir Nasri viajou para os Estados Unidos da América para receber um tratamento mêdico. Emprestado pelo Manchester City ao Sevilha, o jogador se encontrava a atuar de forma relativamente regular com o time da Andaluzia.

Em solo norte-americano, Nasri recebeu, de forma intravenosa, 500 mililitros de hidratação com água estéril que contém micronutrientes. Ora, a Agência Mundial de Anti-Dopagem que trabalha de perto com a FIFA não permite que tal quantidade seja aplicada, estabelecendo um limite de 50 mililitros de infusão a cada 6 horas para jogadores que estejam no ativo. Até agora, Nasri não tinha sofrido nenhuma consequência desse tratamento considerado ilegal, mas o castigo será mesmo aplicado pela FIFA e Nasri não poderá voltar a atuar oficialmente até final da época 2017/18. De resto, o jogador deverá falhar também o início da próxima temporada, ainda que possa se comprometer com um emblema e participar das sessões de treinamento do mesmo. Vida difícil para o jogador nascido em Marselha.

Boas Apostas!