O pontapé de saída na última jornada da Série A no ano civil de 2017 foi dado por Crotone e Nápoles, emblemas que se enfrentaram no Ezio Scida. A equipa forasteira chegou a Crotone empenhada em conquistar a quarta vitória consecutiva em jogos oficiais, sabendo que a conquista dos três pontos permitiria entrar em 2018 na liderança da pauta classificativa e foi isso que aconteceu, ainda que pela margem miníma (0-1).

Foto: "Foto Mosca"

Foto: “Foto Mosca”

Não restam duvidas de que este Nápoles é o principal candidato a quebrar a hegemonia da Juventus no futebol transalpino. Numa altura em que o Inter de Milão treinado por Luciano Spalletti começa a dar os primeiros sinais de quebra, o Nápoles mantém-se firme na frente da pauta classificativa. Esta sexta-feira (29), no antepenúltimo dia do ano, a equipa treinada por Maurizio Sarri confirmou o total favoritismo que ostentava à entrada para o desafio e bateu o Crotone por uma bola a zero com um tento solitário de Marek Hamsik, dianteiro eslovaco que recentemente se tornou no melhor marcador da história do clube, batendo o registo do maior ícone que vestiu a camisola do emblema do sul de Itália: Diego Armando Maradona. No Enzo Scida, a equipa do Nápoles se apresentou com um “badge” em homenagem à marca alcançada por Marek Hamsik e, logo aos 17 do primeiro tempo, foi o eslovaco que marcou o primeiro gol da partida que viria a se revelar decisivo.

Independentemente daquilo que aconteça na deslocação da hexacampeã Juventus a Verona para defrontar o Hellas, o Nápoles vai entrar em 2018 na liderança – neste momento, antes da “Vecchia Signora” entrar em campo, apresenta uma vantragem de quatro pontos. Ofensivamente, o Nápoles apresenta uma média superior a dois gols marcados/jogo: 42 tentos apontados em 19 (terceiro ataque mais concretizador da prova). Já no capítulo defensivo, sofreu 13 gols até à data, sendo que só a AS Roma sofreu menos gols até então (11). A boa campanha napolitana não se resume ao campeonato. No primeiro desafio do novo ano, vai discutir o acesso às semis da Copa e Itália com a Atalanta. Na Liga dos Campeões foi incapaz de ultrapassar a fase de grupos apesar das boas prestações e se prepara para disputar a Liga Europa, competição em que tem legítimas aspirações à conquista do troféu caso encare a competição com a devida seriedade.

A comparação ao rendimento do time na época passada se torna relevante e note-se que, à jornada 18 da Série A 2016/17 – a última do ano de 2016 -, o Nápoles ocupava apenas o quarto lugar da tabela classificativa com 35 pontos, menos dez (!) que a então líder Juventus. Se há time que pode vir a impedir um heptacampeonato que seria histórico para os juventinos, essa equipa parece ser este Nápoles que desperta alguma nostalgia dos torcedores que marcam presença nas arquibancadas do San Paolo, recordando o tempos áureos em que Diego Armando Maradona vestia a camisa do clube.

Boas apostas!