Na manhã da última terça-feira (01) a CBF, entidade máxima do futebol brasileiro, realizou na sua sede, no Rio de Janeiro, um evento onde lançou o Campeonato Brasileiro Feminino de 2017. Durante o evento, a entidade anunciou algumas mudanças importantes para a principal competição feminina no Brasil. Entre as mudanças está a criação de duas divisões para o Brasileirão Feminino, A1 e A2, sendo que cada uma contará com dezesseis equipes. Durante cada ano, as duas piores colocadas do A1 serão rebaixadas, enquanto as duas melhores colocadas no A2 conseguirão o acesso. Além disso, a CBF anunciou que pagará todos os custos das Séries A1 e A2, incluindo passagens aéreas ou de ônibus, hospedagem e alimentação. O clube mandante receberá cerca de R$ 10 mil por partida, valor o qual deverá cobrir as despesas com o jogo, enquanto a equipe visitante ficará com R$ 5 mil para pagar seus gastos.

As equipes que se classificarem para a Serie A1, receberá R$ 15 mil, enquanto que chegar até as quartas de final receberá R$ 20 mil e que estiver nas semifinais ficará com R$ 30 mil. Para os grandes finalistas, o vice-campeão receberá R$ 60 mil e o campeão R$ 120 mil. Já os valores da Série A2 serão um pouco menores. As equipes classificadas para a segunda divisão do futebol feminino ganharão R$ 10 mil, enquanto as semifinalistas R$ 15 mil, o vice-campeão R$ 30 mil e o grande campeão R$ 50 mil.

Primeira divisão

Flamengo, atual campeão brasileiro.

Flamengo, atual campeão brasileiro.

Na primeira divisão do futebol brasileiro feminino, Série A1, as dezesseis equipes participantes serão divididas em dois grupos com oito equipes cada um, sendo que os confrontos serão realizados em turno e returno, fazendo com que o Campeonato Brasileiro Feminino seja disputado durante oito meses, somando vinte partidas disputadas pelas equipes finalistas e quatorze pelas eliminadas ainda na primeira fase. Os quatro melhores colocados de cada grupo avançam para as quartas de final, disputadas em jogos de ida e volta, assim como nas semifinais e a grande final.

Para a primeira edição do Campeonato Brasileiro neste formato, que será realizada em 2017, a CBF já definiu como serão distribuídas as vagas, sendo que o campeão da Copa do Brasil de Futebol Feminino, Audax/Corinthians, e o campeão do Campeonato Brasileiro Feminino, Flamengo/Marinha, já tem suas vagas garantidas, enquanto as outras seis vagas seguintes serão dadas para os melhores colocados do Ranking Nacional de Futebol Feminino. Porém, caso ainda sobrem vagas a serem preenchidas, os melhores colocados da Série A do Campeonato Brasileiro Masculino de 2016 também terão oportunidades ou o Ranking Nacional Feminino voltará a ser acionado.

Segunda divisão

Assim como acontece na primeira divisão, na Série A2 da competição nacional feminina, também serão dois grupos com oito equipes cada um, as quais se enfrentarão em turno único. Depois disso, as duas melhores colocadas de cada grupo classificam-se para as semifinais do Brasileirão Feminino em partidas de ida e volta, assim como acontecerá na grande final. Com isso, as equipes finalistas disputarão onze partidas e os eliminados ainda na primeira fase disputarão sete. As vagas para a segunda divisão atenderão aos critérios do Ranking Nacional de Clubes de Futebol Feminino de 2016. Já para o ano seguinte, duas vagas serão cedidas para as duas equipes rebaixadas na primeira divisão, Série A1. Outra vaga será dada para a federação melhor colocado no Ranking Nacional de 2017 e mais 13 para as demais federações. Vinte e seis federações disputarão suas classificações para a Série A2 em uma fase preliminar. A partida acontecerá na sede da federação melhor colocada no ranking e o vencedor levará a vaga.

Mudança no comando da seleção brasileira

Emily Lima é a nova treinadora da seleção brasileira feminina.

Emily Lima é a nova treinadora da seleção brasileira feminina.

Além de anunciar as mudanças para o principal campeonato nacional feminino, a CBF anunciou na última terça-feira (01) uma mudança no comando técnico da seleção brasileira feminina. Segundo informou a entidade máxima do futebol brasileiro, o técnico Vadão não será mais o treinador da equipe comandada por Marta, sendo que a atitude foi tomada pelo presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que pretendo seguir o mesmo caminho da FIFA e colocar um nome feminino no comando. Com isso, a entidade máxima anunciou que Emily Lima será a primeira mulher na história a estar na frente da seleção brasileira feminina. A primeira partida de Emily como treinadora da seleção será em dezembro deste ano, quando o Brasil disputará o Torneio Internacional de Manaus.

Recentemente, a ex-jogadora foi vice-campeã da Copa do Brasil de Futebol Feminino, comandando o São José-SP. Sua carreira como treinadora foi iniciada em 2010, quando foi auxiliar na Portuguesa e depois assumiu a equipe feminina da Juventus. Dois anos depois, passou pelo São Caetano e em 2013 esteve na equipe sub-17 da equipe paulista. Em janeiro de 2015, iniciou seu trabalho no São José, onde foi campeão paulista em 2015 e vice da Copa do Brasil. Recentemente, Emily Lima fez o Curso Licença B da CBF Academy.

Boas Apostas!