Os russos tem um histórico ruim em relação ao doping e o bom desempenho da seleção russa durante esta Copa do Mundo chegou a levantar a discussão de que os jogadores da equipe anfitriã estariam disputando o Mundial sob o uso de substâncias proibidas pela Fifa. Ao longo da competição, as especulações sobre o assunto foram aumentando, até que o médico da seleção da Rússia, Eduard Bezuglov, resolveu finalmente se pronunciar. Pouco depois da eliminação nas quartas de final para a seleção da Croácia, o médico da seleção russa revelou que os jogadores inalaram amônia durante as partidas para melhorar seu desempenho durante a Copa do Mundo.

“É um simples amoníaco com o qual as pessoas molham o algodão e depois inalam. Vários atletas fazem isso para ganharem ânimo. Isso é usado há décadas. Não é usado somente no esporte, mas na vida cotidiana das pessoas quando alguém perde a consciência ou se sente fraco”, disse o médico da seleção russa confirmando a informação divulgada pelo jornal alemão Suddeutsche Zeitung.

Bezuglov ainda afirmou que isso é muito comum entre os jogadores russos. Vale destacar que a amônia não é considerada uma substância dopante e por isso não está presente na lista de substâncias proibidas pela Wada (Agência Mundial Antidoping). Entre os principais efeitos do uso da amônia estão alguns benefícios físicos, estimulação da respiração e melhora no fluxo de oxigênio no sangue.

Ótima campanha no Mundial

Seja por conta do uso da amônia ou pela qualidade dos jogadores, a seleção da Rússia fez em 2018 sua melhor campanha em uma Copa do Mundo justamente no Mundial disputado em casa. Ignorando as campanhas que fez na época em que fazia parte da já extinta União Soviética (que na Copa de 1966 terminou com o quarto lugar), a Rússia tinha participado de apenas duas vezes de uma Copa do Mundo, em 1994 e 2014, e nas duas edições acabou sendo eliminada ainda na primeira fase com campanhas muito ruins.

Entretanto, no Mundial realizado em seu território, os russos surpreenderam ao mostrar um futebol organizado, capaz de bater de frente até mesmo com grandes seleções, e por isso chegou até as quartas de final. Logo na estreia da Copa do Mundo de 2018, a seleção da Rússia aplicou uma das maiores goleadas (contando apenas a primeira rodada) do Mundial, vencendo a seleção da Arábia Saudita por 5×0. Na sequência, veio outra vitória com um placar elástico, vencendo por 3×1 a seleção do Egito. Graças a essas duas vitórias, os russos classificaram-se para as oitavas de final com antecedência e por isso a derrota por 0x3 para a seleção do Uruguai na última rodada da fase de grupos não abalou em nada a boa campanha inicial russa.

Momento do gol de empate contra a Croácia.

Momento do gol de empate contra a Croácia.

Chegando na fase eliminatória, a Rússia teve que enfrentar uma das seleções favoritas ao título: Espanha. Contrariando aqueles que achavam que os espanhóis passariam com tranquilidade, a seleção anfitriã fez um jogo equilibrado, empatando em 1×1 no tempo normal e levando a decisão para as penalidades. Na disputa de pênaltis, o goleiro Akinfeev e destacou ao defender dois pênaltis (de Koke e Iago Aspas) e assim sacramentou a classificação da sua seleção para a sequência do Mundial. Nas quartas de final, a Rússia novamente enfrentou um adversário difícil, a Croácia, que vinha fazendo um grande trabalho até então.

Novamente conseguindo equilibrar a partida, os russos saíram na frente com um golaço do jovem Cheryshev, sofreram o empate no tempo normal e a virada nos acréscimos, depois empataram novamente e levaram a decisão para os pênaltis de novo. Dessa vez, embora o goleiro Akinfeev tenha pegado uma penalidade, Smolov e Mario Fernandes erraram suas cobranças e encerraram o sonho russo de chegar as semifinais da Copa do Mundo realizada na Rússia, meta que teria sido estipulada pelo presidente do país, Vladimir Putin.

Boas Apostas!