Duas décadas depois, a seleção do Marrocos vai voltar a marcar presença na fase final de uma Copa do Mundo. O time do “corno de África” ocupou a última vaga da zona africana para a competição.

Foto: "ISSOUF SANOGO / AFP"

Foto: “ISSOUF SANOGO / AFP”

A seleção marroquina chegou na derradeira jornada desse grupo C de apuramento para a Copa do Mundo 2018 a necessitar de apenas um ponto para carimbar seu passaporte para a prova. Ao chegar a Abdijan, na Costa do Marfim, o Marrocos liderava o grupo com apenas um ponto de vantagem em relação ao time local, daí chegar um empate para assegurar o respetivo posto da fase final da prova. Já os marfinenses, donos da casa, não tinham opção para lá de tentar vencer para cumprirem seu objetivo.

O time mandante até entrou bem na partida, tentando encostar o adversário à sua área, mas não foi suficientemente eficaz para empurrar para a rede defendida pelo goleiro Munir Mohamedi. Aos 25 minutos da partida, Nabil Dirar, ex-Mónaco e atualmente no Fenerbahçe, “gelou” o estádio Félix Houphouet-Boigny ao abrir o ativo a favor da formação visitante. A vantagem marroquina viria a ser dilatada à meia hora, por intermédio de Mehdi Benatia, jogador que aumentou a contagem para dois a zero, levando os jogadores marfinenses a colocarem as mãos à cabeça. Os “elefantes” precisavam então de fazer três gols se quisessem assegurar o apuramento para a Copa do Mundo. O seleccionador local começou por promover a entrada de Ghislain Konan para o lugar de Simon Deli logo ao intervalo, mais tarde lançou Maxwel Cornet e ainda recorreu inclusive à experiência de Salomon Kalou, porém, sem sucesso. O “placard” não mexeria na restante hora de jogo e a seleção marroquina garantiria o apuramento com estatuto de líder do grupo A e uma vantagem de quatro pontos em relação aos marfinenses. Mais impressionante que isso: em seis jogos, para além de não ter sido derrotada, a seleção do Marrocos não sofreu nenhum (!) golo. A segunda melhor defesa, a da Costa do Marfim, encaixou cinco.

O mago do futebol africano

O técnico francês Hervé Renard continua a fazer história em África, sendo que a devolução da seleção do Marrocos à fase final de uma Copa do Mundo corresponde ao terceiro grande feito do ex-futebolista desde que chegou a África.

A primeira grande conquista de Hervé Renard em África foi nada mais anda menos que a conquista da CAN 2012 com a surpreendente Zâmbia, time que abandonaria em 2013 para orientar o Sochaux. No retorno a África, assumiu a Costa do Marfim e voltou a conquistar o troféu mais importante de seleções daquele continente, erguendo a CAN 2015. Desta feita, foi o povo marroquino que Renard fez sorrir, embora no ano passado se tenha ficado pelas quartas da CAN 2017, perdendo para o Egito (1-0) de forma ingrata, com um gol em cima do apito final.

Boas Apostas!