Jonas Gonçalves Oliveira continua a se destacar com a camisa do Sport Lisboa e Benfica. O atacante brasileiro retornou à ação com o tricampeão de Portugal depois de uma longa ausência por lesão e garantiu um lugar na história do gigante português. No Brasil, país que só abandonou aos 25 anos, Jonas representou Guarani, Santos, Grémio e Portuguesa.

Foto: "AFP"

Foto: “AFP”

Contratado a custo zero ao Valência no início temporada 2014/15, Jonas rapidamente conquistou a torcida “encarnada” com seu jeito para o gol. Depois de um período de adaptação ao novo clube, se estreou em outubro de 2014, no estádio da Luz, atuando durante 45 minutos na goleada ao Arouca por quatro bolas a zero, partida em que fez o primeiro gol da nova etapa. Apesar de não ter disputado a Liga dos Campeões por conta da chegada tardia (não foi inscrito), foi decisivo na conquista do campeonato português e da Taça da Liga com 31 gols e oito assistências em 35 partidas ao serviço do time da Luz. Terminou o campeonato português com 20 golos, em segundo na lista de artilheiros, apenas ultrapassado pelo colombiano Jackson Martínez, avançado do Futebol Clube do Porto que atualmente representa os chineses do Guangzhou Evergande. Fez dupla no centro do ataque com o brasileiro Lima, atacante com um bom percurso em terras portuguesas sobretudo ao serviço de Sport Lisboa e Benfica e Sporting Clube de Braga.

Em 2015/16, Jonas voltou a ser determinante na campanha benfiquista que culminou novamente com a conquista do 35º título de campeão português e mais uma edição da Taça da Liga. Na Liga dos Campeões, o ótimo percurso do grupo treinado por Rui Vitória terminou nas quartas, frente ao campeão alemão Bayern de Munique – Jonas apontou dois gols e fez duas assistências, mas falhou o jogo de volta com o colosso da Baviera por suspensão. Já sem Lima como companheiro na frente de ataque, Jonas fez dupla com o grego Kostas Mitroglou que chegou a Lisboa para relançar a carreira. Aos 31 anos, o internacional brasileiro natural de Bebedouro (São Paulo) que esteve entre os convocados de Tite para a Copa América foi o artilheiro do campeonato português com 32 golos marcados em 34 jogos (!), superando o argelino Islam Slimani do rival Sporting, avançado que agora joga no campeão inglês Leicester. O “comparça” Kostas Mitroglou, com 20 golos, ficou na terceira posição na lista de artilheiros num ano em que os benfiquistas foram verdadeiramente demolidores no ataque: 88 golos marcados em 34 jogos, marca impressionante. Jonas, artilheiro da Liga NOS 2016/17, foi também destacado como melhor jogador da Liga NOS.

Regresso com recorde

Foto: "Filipe Amorim/Global Imagens"

Foto: “Filipe Amorim/Global Imagens”

Se a época até começou bem para o camisa 10 com um golo ao Sporting Clube de Braga na conquista da Supertaça (3-0) em agosto, os meses seguintesforam um verdadeiro inferno para o brasileiro, afastado dos relvados por conta de uma infeção no joelho durante mais de quatro meses para desespero da torcida “encarnada”. Além de ter falhado os seis jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões, Jonas falhou 12 jogos para o campeonato português e três para a Taça de Portugal. Sem jogar desde 27 de agosto (frente ao Nacional, na Madeira), Jonas voltou a 17 de dezembro com o Estoril e os 11 minutos jogados no relvado da Amoreira (estádio estorilista) foram o melhor presente que os benfiquistas poderiam ter recebido no Natal. Regressou aos golos na Taça da Liga com o Vizela – dois golos) e entretanto já fez mais dois para o campeonato, frente a Vitória Sport Clube e Boavista. Foi precisamente o gol aos “axadrezados” do Porto que permitiu ao “menino” de Taiúva, no interior de São Paulo, garantir um lugar na história de um dos clubes mais reputados da Europa. O golo na conversão de uma grande penalidade a 14 de janeiro de 2017 foi o 72º de Jonas com a camisa dos “encarnados” e permitiu ultrapassar Isaías, o “profeta” da Luz, na lista de maior artilheiro brasileiro da história do Benfica – entretanto, marcou mais um gol para a Taça de Portugal, na goleada benfiquista (6-2) frente ao Leixões, nas quartas da Taça de Portugal. Com 73 golos marcados, Jonas ameaça o dinamarquês Michael Manniche (76 golos) na lista de melhores marcadores estrangeiros na história do clube.”É uma honra muito grande. O Benfica é um clube gigante, com adeptos apaixonados, com história no futebol. Conquistar esta marca é algo que me deixa muito orgulhoso, é um sinal de que o trabalho está a dar certo desde que cheguei aqui”, disse Jonas à assessoria de imprensa.

Boas apostas!