No começo de outubro o presidente da FIFA, Gianni Infantino, passou pela Colômbia, onde anunciou que a Copa do Mundo, principal torneio entre seleções do futebol mundial, poderá sofrer algumas mudanças.

Gianni Infantino na sua passagem pela Colômbia.

Gianni Infantino na sua passagem pela Colômbia.

No último dia 03, o presidente da entidade máxima do futebol mundial, que já havia proposto que o mundial passasse a ser disputado entre 40 seleções, dessa vez afirmou que estuda a possibilidade de uma Copa do Mundo com 48 equipes participantes, porém, Gianni Infantino não confirmou em qual edição isso ser aplicado, 2022 ou 2026. O presidente da FIFA ainda afirmou que uma definição sobre o tema será anunciado em janeiro do próximo ano, em Zurique, onde fica a sede da FIFA.

Caso isso aconteça, o formato atual da Copa do Mundo, que atualmente é disputada entre 32 seleções, terá que ser alterado. “Os 16 melhores se classificam para a fase de grupo do Mundial. Os 32 restantes jogariam uma partida, um playoff, três dias antes de começar o campeonato para determinar os outros 16. Assim teríamos os 32 finalistas (que disputariam a fase de grupos e dariam sequência ao formato atual da Copa do Mundo)”, explicou o presidente Infantino quando anunciou a possibilidade de mudança no mundial. Com esse novo formato, a Copa do Mundo contaria com duas fases eliminatórias antes da fase de grupos, comportando assim as 48 equipes e trazendo mais emoção para os torcedores.

Presidente da FIFA comenta proposta

Presidente da FIFA em entrevista para jornal francês.

Presidente da FIFA em entrevista para jornal francês.

Na última quinta-feira (06) o presidente da FIFA, Gianni Infantino, voltou a defender a possibilidade das próximas edições da Copa do Mundo poder contar com 48 equipes e explicou de forma mais detalhada como seria o novo formato do principal torneio do futebol mundial. “Não é um segredo que eu acredito em uma expansão do Mundial. É possível pensar em uma Copa do Mundo com 48 equipes que seria um formato com 32 times, que observamos ser o ideal. A ideia seria que as 16 melhores seleções nas eliminatórias entrassem diretamente na fase de grupos e que as outras 16 se classificassem em uma partida eliminatória que seria disputada antes do início da competição. Seriam 16 partidas que determinaria as outras 16 equipes na fase de grupos (da Copa do Mundo”, explicou Infantino em entrevista a AFP (jornal francês).

Além de ressaltar como seria o novo formato da Copa do Mundo, o presidente da entidade máxima do futebol também comentou a possibilidade do mundial passar por vários países, ao contrário da forma tradicional, onde a competição é disputada em várias cidades de um único país, como em 2014 no Brasil. Como justificativa para a mudança, Infantino afirmou que seria o melhor a fazer devido à dimensão que o torneio tomou hoje em dia. “Hoje em dia, para mim, este é um ponto absolutamente fundamental. Temos que descer um pouco a Terra. Atualmente há poucos países que podem permitir-se organizar de modo solitário um Mundial com todas as exigências que existem, é normal, se tornou um evento gigantesco. Ajuda um país, mas também pode criar problemas. Estou muito aberto a uma co-organização”, afirmou o presidente.

Gianni Infantino

Gianni Infantino, presidente da FIFA.

Gianni Infantino, presidente da FIFA.

O suíço Gianni Infantino assumiu a presidência da FIFA há oito meses. Em fevereiro deste ano, a entidade máxima do futebol mundial realizou a eleição para o cargo mais alto da FIFA, que estava sendo disputado entre cinco nomes não muito conhecidos: Gianni Infantino, Jerôme Champagne, Ali bi Al-Husseim, Sheik Salman Bin Ibrahim Al-Khalifa e Tokyo Sexwale. Eleito no segundo turno, disputado contra o Sheik Salman Al-Khalifa, o suíço Gianni Infantino recebeu 115 votos contra 88 do seu adversário e agora ocupa a posição de presidente da FIFA, cargo antes ocupado por Joseph Blatter e por Issa Haytou (interino por 4 meses).

Agora com 45 anos, Gianni Infantino nasceu em 23 de março de 1970 na cidade de Brig, na Suíça, é filho de italianos e formado em direito na Universidade de Freiburg, Suíça. Infantino é poliglota, sabendo falar fluentemente cinco línguas: inglês, alemão, francês, italiano e espanhol, além do fato de já ter ocupado alguns cargos importantes no mundo do futebol. Foi secretário-geral do Centro Internacional de Estudos do Esporte, na Universidade de Neuchâtel, no seu país natal, até o ano de 2000, além de ter chegado à supervisão de temos legais e comerciais da UEFA, entidade máxima do futebol europeu. Em 2004, tornou-se diretor legal e de licenciamento da UEFA, para depois assumir o cargo de chefe-executivo interino da entidade em 2007 e posteriormente secretário-geral da UEFA em 2009.

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