As portas do mítico estádio de Wembley, em Londres, se abriram para a disputa das semifinais da FA Cup 2016/17, competição de clubes mais antiga do mundo. Chelsea e Arsenal vão discutir o troféu.

Eliminar da Copa a principal ameaça da Premier

Foto: "Mark Pain"

Foto: “Mark Pain”

A primeira semifinal da Copa do Inglaterra opôs Chelsea e Tottenham, dois emblemas que seguem na briga pela conquista do título inglês. O time de Stamford Bridge demonstrou superioridade face ao seu principal perseguidor na Premier League com um triunfo por quatro bolas a duas, com gols de Willian (2), Hazard e Nemanja Matic. O jogo esteve empatado por duas vezes, mas os “Blues” nunca permitiram que o adversário passeasse para a frente, exibindo uma maturidade competitiva em cenários de “tudo ou nada” que são caraterística habitual nos times orientados por Antonio Conte. O técnico italiano foi bem sagaz ao lançar Hazard (autor do terceiro gol) e Diego Costa na partida, contribuindo decisivamente para o desfecho do desafio. Os “Spurs” ainda causaram susto ao Chelsea, mas os homens de Stamford Bridge seguiram para a decisão e seguem com reais possibilidades de conquistarem os dois principais troféus do futebol inglês em uma só época, marcada pela ausência das provas europeias.

Alexis “disparou” Arsenal para a final

Foto: "AFP"

Foto: “AFP”

Relaxa, Arséne Wenger. Nos próximos dias, é provável que a torcida do Arsenal se acalma nas críticas à liderança do técnico francês, isso depois de os “Gunners” se terem superiorizado ao Manchester City na luta pelo acesso à final da FA Cup. Depois dos sucessos em 2013/14 e 2014/15, o Arsenal pode voltar a conquistar a FA Cup, uma vez que já tem encontro marcado com o Chelsea para a decisão, no dia 27 de maio.

Um golo de Alexis Sánchez aos 11 minutos da prorrogação sentenciaria a eliminatória entre Arsenal e Manchester City, no Wembley. Em um jogo que teve duas fases distintas, os dois times chegaram ao intervalo empatados sem gols. No primeiro tempo, o Manchester City teve mais bola e o Arsenal jogou de modo mais acutilante, visando a baliza de Claudio Bravo. Na segunda etapa, quando até eram os “Gunners” que estavam melhor, Kun Aguero finalizou com muita classe na cara de Petr Cech, abrindo o placard na tarde de Londres. A resposta não demorou e Nacho Monreal repôs a igualdade, levando a decisão para a prorrogação. Aí, foi a disponibilidade física que exerceu uma influência determinante. O Arsenal, mais disponível nesse capítulo,conseguiu chegar ao gol e teve discernimento para segurar a vantagem. Em uma época muito delicada praticamente em todas as provas, a FA Cup poderá ser, uma vez mais, a “salvação” para o Arsenal. Há poucos dias, apesar de toda a contestação da torcida, a imprensa inglesa falou na possibilidade de Arséne Wenger. A avaliar pela postura da diretoria dos últimos anos, é pouco provável que o desfecho da final da FA Cup seja determinante para o futuro do técnico francês. Até ao dia do encontro decisivo, o Arsenal corre por garantir o acesso à Liga dos Campeões da próxima época.

Boas apostas!