Se o segundo semestre de 2016 não foi nada bom para o sérvio Novak Djokovic, que no fim do ano o tenista acabou perdendo a primeira colocação do ranking mundial de tênis simples masculino para o escocês Andy Murray, que ainda venceu Djokovic no ATP Finals. Porém, o início de 2017 pode estar dando um novo rumo ao sérvio, que no último domingo conquistou seu primeiro título do ano, o ATP 250 de Doha, vencendo justamente Andy Murray.

Novak Djokovic e Andy Murray com suas taças.

Novak Djokovic e Andy Murray com suas taças.

Na primeira competição disputada em 2017, Novak Djokovic chegou a final depois de passar pelo tcheco Stepànek e pelo espanhol Verdasco, vencendo um por 2 sets a 0 e outro por 2 sets a 1, respectivamente. Chegando a final do ATP 250 de Doha, a qual já havia sido vencida em 2016 por Djokovic, o segundo colocado do ranking mundial enfrentou o atual líder do ranking, Andy Murray, em uma final movimentada e disputada. O começo da partida foi equilibrado, com ambos os tenistas trocando bolas de fundo e deixadas próximas à rede, mas foi Djokovic que fechou o primeiro set com uma vitória, aproveitando-se dos erros do adversário e vencendo por 6-3. Porém, nem tudo foi tranquilo para o sérvio, que se mostrava irritado com os próprios erros, levando uma advertência depois de rebater uma bola em direção à arquibancada, onde mesmo jogando fraco, teria acertado uma torcedora. No set seguinte, Djokovic conseguiu evitar uma lesão, quando durante uma corrida jogou-se no chão para evitar uma torção no pé. Porém, na queda acabou batendo a parte de trás da cabeça, o que pode ter prejudicado um pouco o tenista, que acabou sendo derrotado no segundo set por 5-7, deixando a partida empatada em um set para cada lado. Já no terceiro set, mesmo aparentando estar com dor, Djokovic quebrou o serviço de Murray e fechou o set com uma vitória por 6-4 e a partida com uma vitória por 2 sets a 1.

Mesmo com a derrota, Andy Murray manteve-se na liderança do ranking mundial do tênis simples masculino, estando atualmente com 12.560 pontos, 780 pontos a frente do segundo colocado, Novak Djokovic, que está com 11.780. Confira a baixo os dez primeiros colocados do ranking mundial, com as pontuações atualizadas:

  1. Andy Murray (GBR) 12.560 pontos
  2. Novak Djokovic (SER) 11.780 pontos
  3. Milos Raonic (CAN) 5.290 pontos
  4. Stan Wawrinka (SUI) 5.155 pontos
  5. Kei Nishikori (JAP) 5.010 pontos
  6. Gael Monfils (FRA) 3.625 pontos
  7. Marin Cilic (CRO) 3.605 pontos
  8. Dominic Thiem (AUT) 3.415 pontos
  9. Rafael Nadal (ESP) 3.195 pontos
  10. Tomas Berdych (RTC) 3.060 pontos

Perda do topo

Djokovic em partida em 2016.

Djokovic em partida em 2016.

O ano de 2016 não foi um completo desastre para o sérvio Novak Djokovic. No primeiro semestre do ano passado, o tenista teve bons resultados, chegando à final de sete das dez competições que disputou nos seis primeiros meses de 2016 e conquistando seis títulos, sendo eles: ATP Catar – Novak Djokovic x Rafael Nadal; Aberto da Austrália (Grand Slam) – Novak Djokovic x Andy Murray; Masters 1000 Índia Wells – Novak Djokovic x Milos Raonic; ATP Miami – Novak Djokovic x Kei Nishikori; Masters 1000 Madrid – Novak Djokovic x Andy Murray; Roland-Garros (Grand Slam) – Novak Djokovic x Andy Murray;

Porém, no segundo semestre, o tenista não conseguiu os mesmo resultados, participando de sete das nove competições disputadas, sendo que desses sete torneios disputados pelo sérvio, o segundo melhor do mundo chegou a final de apenas três deles, consagrando-se campeão apenas no Masters 1000 de Montreal, enquanto perdeu o US Open (Grand Slam) para Stan Wawrinka e o ATP Finals para Andy Murray.

Assis como acontece no futebol, a sequência de maus resultados custou o cargo de treinador, já que no início de dezembro, Novaj Djokovic anunciou o fim da sua parceria com o treinador Boris Becker, com quem já treinador desde dezembro de 2013. O anúncio oficial foi dado através do próprio tenista, que anunciou em sua rede social oficial a saída de treinador da sua comissão técnica e afirmando que faria novos anúncios em breve. “Depois de três anos de muito sucesso, Boris Becker e eu decidimos juntos encerrar nossa parceria. Os objetivos que estabelecemos quando começamos a trabalhar foram totalmente realizados e quero agradecer o Boris pela cooperação, pelo trabalho em equipe, dedicação e comprometimento. Meus planos profissionais agora estão voltados em manter um alto nível de jogo e também em fazer uma boa programação com novos objetivos para a próxima temporada. tomarei todas as decisões em breve”.

Boas Apostas!