A derrota do Chelsea na ida a Old Trafford relança a luta pela conquista do título inglês. O Tottenham confirmou sua superioridade ao golear o Bournemouth e encurtou a desvantagem em relação ao primeiro posto. A cinco jornadas do fim, os “Blues” vão ter que sofrer mais do que aquilo que se esperava para alcançarem o tão ambicionado título e sucederem ao Leicester City.

Fim ao jejum

Foto: "Reuters"

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12 clássicos depois, o Manchester United voltou a ter razão para celebrar diante do Chelsea, triunfando por dois gols a zero em partida onde demonstrou superioridade em praticamente todos os momentos do jogo. Logo aos sete minutos, Marcus Rashford abriu a contagem após grande abertura de Ander Herrera, levando a melhor na corrida com David Luiz e finalizando bem na cara do goleiro Asmir Begovic. Na frente do “placard” desde cedo, o Manchester United manteve sua atitude dominadora, gerindo a posse de bola e dispondo de mais chances para chegar ao gol que o adversário, estranhamente apático e desinspirado, com Diego Costa a ser o rosto da situação ao se envolver constantemente em tumultos com Marcos Rojo. O segundo gol surgiu com naturalidade, logo no início da segunda etapa, confirmando que aquela não era a tarde do Chelsea, incapaz de criar problemas junto da baliza defendida por David De Gea. Os “Red Devils” conquistaram uma importante vitória na luta pelo acesso à Liga dos Campeões, uma vez que neste momento se situam a quatro pontos do Manchester City (venceu em Southampton por três a zero) e têm menos um desafio disputado que o eterno rival, atual terceiro colocado.

Entrada a todo o gás em White Hart Lane

Tottenham e Bournemouth participaram do encontro que inaugurou a rodada. Apostado em pressionar o Chelsea antes da difícil deslocação a Old Trafford, o Tottenham foi para cima do adversário e desde cedo passou para a frente do marcador no White Hart Lane, alcançando dois gols de vantagem ainda antes dos 20 minutos, marcados por Moussa Dembélé (16′) e Heung-Min (19′). Harry Kane (48′) fez o terceiro no início da segunda etapa e Vincent Janssen fechou a contagem aos 90, carimbando um triunfo sem dificuldade para o time de Mauricio Pochettino, apostado em demonstrar que tem uma palavra a dizer na discussão do título e que o percurso dos “Blues” até final não será um “passeio”, contrariando a ideia que reinava até há algumas jornadas atrás. As duas derrotas sofridas pelos comandados de António Conte nos últimos cinco jogos relançam a incerteza, com o Tottenham envolvido na discussão, à imagem do que aconteceu na última temporada. Os “Spurs” são o único conjunto que exibe capacidade (regularidade e exibicional) para dar luta ao Chelsea, com o Liverpool de Jurgen Klopp e o Manchester City de Pep Guardiola a não entrarem nas contas no que respeita à tentativa de evitar o sucesso dos homens de Stamford Bridge.

Boas Apostas!