Arranca este sábado, na Rússia, mais uma edição da Copa das Confederações, competição que reúne os campeões continentais, o campeão do mundo e, claro, a seleção anfitriã. A um ano do Mundial da Rússia, oito seleções discutem o troféu. O primeiro dia de prova fica marcado pela realização do encontro entre Rússia e Nova Zelândia.

Grupo A

ConfederaçõesA tradição dita que os campeões do mundo, da América do Sul e da Europa entram em prova como principais favoritos à conquista do troféu. No grupo A está apenas a seleção portuguesa, atual campeã da Europa e principal candidata a garantir o acesso às semifinais na primeira posição do grupo A. A “seleção das Quinas” vai com toda a força para a carga e os portugueses esperam que o rendimento de Cristiano Ronaldo não seja afetado pelas recentes situações “extra futebol” que associam o craque a uma alegada fuga ao fisco.

O time português é uma das duas seleções estreantes desse grupo A. A outra é a Rússia, anfitriã que tenta limpar a má imagem deixada no Euro 2016 e provar que tem condições para fazer boa figura no próximo ano, a jogar em casa. O time soviético agora orientado por Stanislav Cherchesov, sucessor de Leonid Slutsky, se apresenta com algumas caras novas para encarar a competição, reflexo de uma renovação que tem sido feita.

No grupo A, a luta pelo acesso deverá ser feita  três e é o lote que completa este lote. A seleção campeã da CONCACAF é uma das mais experientes a este nível – vai para a oitava participação em uma Copa das Confederações – e quer provar que seu sucesso não de restringe à zona CONCACAF. Para isso, Juan Carlos Osorio leva as principais armas e não abdica de nenhuma referência, por muito que a temporada europeia tenha sido desgastante.

Por último, a Nova Zelândia, campeã da OFC que, à partida, não vai ter argumentos para lutar pelo acesso, tendo por objetivo pontuar em pelo menos um dos três jogos da competição. A participação em mais uma Copa das Confederações representa mais uma hipótese de crescimento para um time inserido numa realidade competitiva bem modesta.

Grupo B

O favoritismo quanto ao acesso se divide entre a campeã do mundo Alemanha e o Chile, detentor do título sul-americano, mas a equipa dos Camarões tem capacidade suficiente para criar muitas dificuldades a um grupo B que também conta com a Austrália, campeã da zona asiática.

A Alemanha se apresenta em uma “versão light”, com vários jovens prontos para a estreia, deixando vários atletas preponderantes na conquista do título mundial de fora. Esse é um fator que pode tornar a disputa pelo acesso ainda mais acirrada, embora mantenha o estatuto de principal candidata ao acesso a par da congénere chilena, orientada a partir do banco por Juan Antonio Pizzi e liderada por Alexis Sánchez e Arturo Vidal. A capacidade de sofrimento da seleção que venceu duas edições consecutivas da Copa América vai estar a toda a prova em solo russo.

A Austrália surge mais debilitada que em 2015 e a goleada sofrida frente ao Brasil, no derradeiro ensaio, lança algumas dúvidas quanto à capacidade do time eleito por Ange Postecoglou. Na corrida pelo acesso às semis, os “socceroos” partem claramente de trás em relação aos restantes três integrantes deste grupo B.

Boas Apostas!