O estádio Colovray, em Nyon, acolheu os dois encontros relativos às semifinais da UEFA Youth League nessa sexta-feira. Benfica e Red Bull Salzburgo garantiram o direito a participar na final da Liga dos Campeões sub-19 ao eliminarem os “eternos rivais” espanhóis: Real Madrid e Barcelona.

Furacão encarnado

Foto: "Jean-Christophe Bott - EPA"

Foto: “Jean-Christophe Bott – EPA”

A história se repetiu e o Benfica tornou a levar a melhor sobre o Real Madrid em uma semifinal da UEFA Youth League. Os “encarnados” entraram com tudo no desafio e chegaram aos três a zero quando ainda não estavam cumpridos 20 minutos do primeiro tempo, gols de João Félix (toque de classe no primeiro) e João Filipe. O Real Madrid apresentou grandes fragilidades defensivamente, mas no ataque continuava a dar trabalho ao goleiro Fábio Duarte, seguro entre os postes.

Com Sergio Díaz e Dani Gomés como principais “agitadores”, foi o segundo que encurtou a distância no marcador ao minuto 28, reduzindo para três a uma. Jaime Seoane, aos dez do segundo tempo, colocou o jogo na diferença miníma, mas o Benfica foi sempre resistindo à grande pressão dos espanhóis. Já para lá dos 90 minutos, os “encarnados” sentenciaram o jogo com um gol novamente da autoria de João Filipe, soltando a festa das centenas de adeptos benfiquistas presentes em Colovray. De regresso à final, o Benfica espera conseguir melhor que na final frente ao Barcelona, ocasião em que perdeu por três a zero.

Virada austríaca

O percurso do Red Bull Salzburgo nesta edição da UEFA Youth League não deixava duvidas: O bem armado time austríaco representava uma série ameaça para o Barcelona nessas semifinais da Liga dos Campeões jovem. O desafio até começou em beleza para o Barcelona, time que passou para a frente do “placard” graças a um gol marcado por sua figura de maior destaque: Jordi Mboula, jogador com caraterísticas idênticas às de Adama Traoré, jogador que em 2014 brilhou na campanha que culminou com a conquista do troféu. Após passar por dois adversários, Jordi Mboula entrou na área e atirou forte, sem hipótese de defesa para Bartlomiej Zynel. Porém, se o goleiro do Red Bull Salzburgo não teve responsabilidades no gol que consentiu, o mesmo não se pode dizer de Sergi Puig, o defensor das redes do time “Culé”. Ao minuto 18 do segundo tempo, colocou a bola nos pés de Hannes Wolf que, à entrada da área, não teve dificuldade para concretizar, atirando para a baliza deserta.

A solução para o triunfo tinha entrado no jogo cerca de quatro minutos antes. Patson Daka, atacante natural da Zâmbia, desviou para o golo após bela assistência da direita, concluindo a virada no marcador a seis minutos dos 90. O Red Bull Salzburgo garantiu sua primeira presença na final da competição, reflexo da grande competência na base do clube, dotada de boas infraestruturas e ótimos “scouts”. O time treinado por Marco Rose teve até um brasileiro a titular, Igor, camisa 44 que na época passada pertencia ao Red Bull Brasil.

Boas Apostas!