Para quem gosta de futebol, a realização do “clássico” entre Real Madrid e Barcelona na antevéspera de Natal terá sido um dos melhores presentes que o Papai Noel poderia deixar. Para a torcida “Culé”, a oferenda foi ainda mais apreciada pelo desfecho do desafio: vitória por três bolas a zero no Bernabéu, resultado que permitiu aumentar a vantagem face ao eterno rival. Na Inglaterra, não houve confronto direto, mas a diferença também já é considerável. O Manchester City somou mais uma vitória e começa a se tornar difícil imaginar outro cenário que não o de uma conquista do troféu por parte dos comandados de Pep Guardiola.

Foto: AP Photo/Paul White

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Chegados a esta altura do ano, fazem-se as primeiras contas e ajustam-se premonições relativas ao desfecho dos principais campeonatos europeus. Em Espanha, França, Inglaterra e Alemanha, custa a crer que os atuais líderes não conseguirão a consagração. Itália é a exceção, apresentando uma disputa acirrada entre Juventus e Nápoles.

Na Espanha, vida difícil para o campeão em título Real Madrid. Após um início de temporada que chegou a colocar em “cheque” a posição do técnico Ernesto Valverde, sobretudo após a derrota no “El Clásico” com o Real Madrid, o Barcelona arrancou para uma campanha impressionante. Após 17 rodadas, o time “Culé” ainda não sabe o que é perder. Leva 45 pontos conquistados em 17 desafios e, nesse sábado (23), impôs-se categoricamente em Madrid, em um desfecho que obedece a uma certa lógica daquilo que tem sido essa temporada: Até ver, Barcelona claramente melhor que o Real Madrid. A vantagem dos catalães em relação ao rival da capital já é de 14 pontos – o Real tem menos um jogo -, sendo que em relação ao segundo posto da tabela que é ocupado pelo Atlético de Madrid, o Barça tem nove pontos de vantagem. Pela vantagem que apresenta e por tudo aquilo que fez nessa primeira metade da temporada, o Barcelona é indiscutivelmente o mais forte candidato a ascender ao trono do futebol espanhol. Uma coisa é certa: ao contrário do que aconteceu na última edição da La Liga, dessa vez, o Barcelona passa o ano na liderança da tabela.

Citizens for dreams

De sonho. O Manchester City tem sido demolidor na segunda época com Pep Guardiola ao leme. Antes do célebre “Boxing Day”, a vantagem dos “Citizens” já é de 13 (!) pontos em relação ao Manchester United de José Mourinho, principal rival e segundo colocado da tabela classificativa. As exibições de gala se sucedem tanto na Premier League como na Liga dos Campeões e os homens de Manchester chegam nessa etapa da temporada sem derrotas em jogos oficiais, sendo que no campeonato inglês só não venceram uma das 19 partidas que disputaram. A diferença em relação aos concorrentes se nota inclusive no “goal average”: são 60 golos marcados – mais 19 que o registo do segundo melhor ataque – e 12 sofridos . menos dois que a segunda melhor defesa. Não há estatística em que o City não seja superior, assim como não há quem pratique um futebol tão atrativo quanto os “Blue Moon” na realidade inglesa. Em um campeonato que tem a competitividade como uma das suas principais bandeiras, o Manchester City tem combatido a tendência e a possibilidade de fazer uma segunda volta bem tranquila.

Nessa rodada que antecedeu o dia de Natal, o City somou mais uma goleada na receção ao Bournemouth, por quatro a zero, colocando pressão no United que só entrou em campo mais tarde. Os “Red Devils” foram ao King Power Stadium enfrentar o Leicester. Entraram a perder com um gol de Vardy, deram a volta com um “bis” de Juan Mata mas Harry Maguire, ao quarto minuto de tempo adicional, estabeleceu o 2-2 final.

Os casos de Alemanha e França

As situações que se verificam nos campeonatos alemão e francês não são muito diferentes. O Bayern de Munique lidera a Bundesliga com 11 pontos de vantagem em relação ao Schalke 04, importando lembrar que os “Bávaros” já trocaram de treinador nessa temporada, abdicando dos serviços de Ancelotti e contratando Jupp Heynckes. Em solo francês, o milionário PSG está decidido em destronar o AS Mónaco e tem nove pontos de vantagem em relação aos homens do Principado e ao Lyon.

Boas apostas!