A queda da Costa do Marfim na fase de grupos é a terceira zebra da Copa Africana das Nações 2017. Campeão em 2015, na Guiné-Equatorial, o time marfinense se junta à lista de favoritos ao acesso já eliminados.

Costa do MarfimA primeira grande zebra nesta Copa Africana das Nações foi a eliminação do anfitrião Gabão logo na primeira ronda. O time eleito pelo espanhol José Antonio Camacho, técnico desde dezembro de 2016, teve uma participação bem modesta e não conseguiu nem vencer uma das três partidas que jogou no grupo A. Burkina Faso e Camarões seguiram para as quartas e deixaram pelo caminho os gaboneses bem como o time da Guiné-Bissau, estreante na prova. Se Aubameyang e companhia falharam o acesso, a verdade é que o time da Argélia também não foi nada bem nesse torneio. O time do norte do continente africano que tem Ghoulam, Mahrez, Bentaleb, Brahimi ou Slimani entrava como favorita a alcançar a decisão depois de uma bela trajetória nas eliminatórias de apuramento, mas se revelou uma verdadeiro desilusão. Empatou com o Senegal, com o Zimbabwé e perdeu para a Tunísia, ficando na terceira posição do grupo B.

Ao terceiro dia de decisão nos grupos, surgiu a terceira zebra. A Costa do Marfim, detentora do título africano e uma das seleções mais fortes do continente, foi eliminada. O time já não tem Dider Drogba nem os irmãoes Touré, mas continua a contar com figuras com Bony, Zaha, Kalou, Aurier, Bailly ou o emergente Kessie, pelo que se esperava mais deste time. Depois de dois empates com Togo (0-0) e República Democrático do Congo (2-2), os marfinenses estavam obrigados a ganhar do Marrocos para seguir para as quartas do torneio. Em dia de decisão, os eleitos de Michel Dussuyer voltaram a não corresponder à expectativa e foram derrotados pelos magrebinos com um gol de Rachid Alioui aos 19 minutos do segundo tempo. A Costa do Marfim caiu frente a uma seleção orientada por um homem que continua a brilhar no futebol africano…

Hervé Renard elimina “sua” Costa do Marfim

Herve RenardO francês Hervé Renard merece destaque na história da Copa Africana das Nações desde que conquistou ao torneio em 2012, com a seleção da Zâmbia. O time que surpreendeu o continente venceu a Costa do Marfim na decisão através de grandes penalidades e ergueu o troféu contra todas as probabilidades. Na edição do ano seguinte, na África do Sul, Hervé Renard voltou a comandar a Zâmbia mas o time não avançou da fase de grupos, ficando para trás numa chave que tinha Nigéria e Burkina Faso, os dois finalistas do torneio. Em 2015, na Guiné-Equatorial, voltou a ocupar o trono do futebol africano, desta vez como comandante dos marfinenses. Mais uma vez, a sorte de um time treinado pelo francês se definiu nas penalidades e a Costa do Marfim venceu o Gana (9-8). Dois anos depois, Hervé Renard está no CAN com o Marrocos e a fase de grupos já está ultrapassada, depois de ter feito cair seu anterior time. Com a eliminação de alguns favoritos, o Marrrocos espreita sua oportunidade e já conseguiu algo que não fez nos últimos 12 anos: Ultrapassar a fase de grupos. Os “Leões do Atlas” não conquistam um título continental desde 1976 e ambicionam regressar aos sucessos, apresentando argumentos interessantes nesse sentido pela boa consistência que possuem.

Boas Apostas!