Quatro nações lutam por duas vagas na decisão da Copa das Confederações 2017, competição que abre o “apetite” para a Copa do Mundo que se vai realizar no próximo ano, também na Rússia. Sem grandes surpresas na fase de grupos, imperou a lei do mais forte e Portugal, México, Alemanha e Chile são os quatro finalistas. A seleção anfitriã foi a maior desilusão da prova, desiludindo a um ano de receber a primeira Copa do Mundo da sua história.

Grupo A

Foto: "Yuri Kadobnov/AFP"

Foto: “Yuri Kadobnov/AFP”

Três candidatos e um “outsider”. No grupo A, a seleção portuguesa honrou o estatuto de campeã europeia e garantiu o acesso às meias-finais na condição de líder, vencendo a Rússia (0-1), a Nova Zelândia (4-0) e empatando com o México (2-2). Os “aztecas”, dispostos a provarem aquilo que valem fora da Gold Cup, terminaram a respetiva participação com os mesmos sete pontos que Portugal, mas saíram derrotados no capítulo do “goal average”.

A seleção russa foi a grande desilusão desse grupo A. A um ano de organizar a primeira Copa do Mundo da sua história, fica uma imagem pálida da seleção soviética, sem melhorias significativas em relação ao que fez no Euro 2016. O fato de se encontrar privada de alguns elementos importantes não justifica uma prestação russa assim tão fraca. Resta saber se Stanislav Cherchesov permanecerá no cargo até à Copa 2018.

A Nova Zelândia teve uma prestação dentro da expetativa, merecendo um elogio pela competitividade que demonstrou essencialmente na partida com o México. Os represenatantes da zona OFC demonstraram demasiadas limitações para regressar a casa com pontos, baseando sua estratégia em um futebol direto, muito assente na componente física.

Grupo B

Mesmo sem os principais obreiros da conquista do título mundial em 2014, a seleção alemã conseguiu vencer o grupo B dessa Taça das Confederações. Em um plano alternativo e com várias novidades na convocação, a Alemanha alcançou sete pontos e só foi travada pelo Chile (1-1). A qualidade do processo coletivo está toda lá e foi sem surpresas que alcançou as semis da prova, isso a par de uma seleção chilena que na última rodada teve um inesperado deslize frente à Austrália que comprometeu o acesso na “pole”. A equipa dos Camarões abandona a competição com um ponto graças ao empate diante da Austrália, mas seria totalmente injusto equiparar a prestação da nação campeã africana, “lanterna” do grupo B, à da Nova Zelândia, “lanterna” do grupo A.

Portugal – Chile

Quando os campeões das zonas UEFA e CONMEBOL se encontram em uma Copa das Confederações, e difícil não falar em uma final antecipada. A seleção portuguesa continua a exibir a maturidade competitiva e o calculismo que permitiram a vitória no Euro 2016, gozando agora da inclusão do “sangue novo” de talentos como Bernardo Silva, André Silva ou Gelson Martins. Do lado do Chile, bicampeã sul-americano, a fórmula continua a ser idêntica e a componente tática segue assente nos mesmos trâmites, com Alexis Sánchez e Arturo Vidal a figurarem como referências dessa seleção. Todos os condimentos reunidos para uma boa partida de futebol, com desfecho imprevisível.

Alemanha – México

A Alemanha é sempre a Alemanha, independentemente da versão em que se apresente. Os resultados alcançados pela formação germânica nessa Copa das Confederações são mais uma prova disso: Mesmo sem várias figuras habituais, quem foi chamado, tem correspondido da melhor forma e contribuído para a qualidade do processo coletivo.

Do lado mexicano, há um interessante conjunto de jogadores superiormente guiado por Juan Carlos Osorio que se esforça por “apagar” o “vexame” sofrido na Copa América diante do Chile. Cada partida fora da zona CONCACAF é uma boa oportunidade para os “aztecas” demonstrarem seu valor frente a rivais de maior valia e essa Copa das Confederações não é exceção. O trajeto na fase de grupos foi positivo, tanto pelos resultados, como pela qualidade do futebol que a Alemanha apresentou.

Boas Apostas!