Assim que os relógios assinalarem as 21h30, o argentino Néstor Pitana apitará para o início do embate entre Brasil e Bolívia, no Morumbi, partida que inaugura oficialmente a Copa América 2019.

Foto: "Reuters"

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É hoje. A edição 46 da competição de seleções mais importante do continente sul-americano arranca nessa sexta-feira. 12 seleções vão estar a concurso divididas em quatro grupos. Para lá das dez seleções filiadas à CONMEBOL, há duas convidadas, ambas da AFC (zona asiática). uma delas estreante nestas lides. A seleção do Qatar, campeã asiática em título, vai disputar a competição pela primeira vez, ao passo que a equipe japonesa é repetente. Até os dias que correm, nenhuma seleção não filiada à CONMEBOL foi capaz de conquistar o troféu, importando destacar apenas duas prestações do México: “La Tri” foi “vice” tanto em 1993 quanto em 2001.

Em termos absolutos, ao longo de toda sua história, a Copa América já teve oito vencedores distintos. A seleção que mais vezes ergueu a competição até hoje foi a do Uruguai com um total de 15 troféus conquistados – o último deles em 2011 -, ostentando ainda um outro record relativo ao número de participações com um total de 43. A principal perseguidora do Uruguai em termos de títulos conquistados é a Argentina, com 13, ainda que a “seca” se prolongue há 26 anos. A equipe da Argentina é, de entre as três maiores vencedoras da prova – lote que o Brasil encerra (oito troféus) – a que não conquista a competição há mais tempo. A “albiceleste” lidera em outros parâmetros. Apesar de perder para o Uruguai no número de participações, a verdade é que a equipe argentina é a que mais jogos disputou em fases finais da competição (189), mais vezes ganhou (120) e mais gols marcou (458).

Longe de se perfilar como uma das seleções favoritas a erguer o troféu, a formação do Chile chega no Brasil com seu estatuto de bicampeã por conta dos troféus ganhos em 2015 e 2016 “à custa” da Argentina. Essas foram as duas únicas conquistas dos “mineiros” na competição e, curiosamente, são o time que mais derrotas somou em fases finais da Copa América com um total de 83. Continuando em uma viagem pelos recordes negativos, o Equador é o time que mais gols encaixou (316).

Em termos individuais, de entre os relacionados de todas as seleções, o jogador com mais gols é a figura de proa da seleção peruana: Paolo Guerrero (11). O veterano atacante do Internacional de Porto Alegre está a seis de igualar Norberto Méndez e Zizinho (17), maiores artilheiros da história da competição. Já Messi é, de entre todos os relacionados, o jogador com mais jogos disputados em fases finais do torneio continental (21).

Bolívia, a primeira adversária do Brasil

A Bolívia, rival do Brasil na estreia, parece não assustar. A mídia aponta o time como o mais vulnerável no momento de entre as dez seleções filiadas à CONMEBOL, mas a verdade é que, em termos de histórico na competição, surge à frente de duas nações – Equador e Venezuela. Os bolivianos ergueram a Copa no ano de 1963 e terminaram na segunda colocação em 1997.

Em termos de histórico de confrontos, a vantagem do Brasil é clara. Em um total de 29 enfrentamentos, a “Canarinha” venceu 20, empatou quatro e perdeu cinco. Duas das cinco vitórias da Bolívia aconteceram em fases finais da Copa América e o mais recente embate entre os dois times, disputado em 2017 e válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo, terminou empatado sem gols – o encontro foi disputado na altitude de La Paz.

Boas apostas!