Enquanto Stuttgart e Union Berlin vão disputando o “play-off” que determinará quem ocupa a última vaga na Bundesliga 2019/20, Koln e Paderborn já têm seus lugares assegurados entre a elite. Para o Koln, esse é um retorno após apenas uma época de interregno, mas para o Paderborn, falamos do culminar de um percurso recente bem atribulado.

Foto: "Robert Michael/dpa-Zentralbild/dpa"

Foto: “Robert Michael/dpa-Zentralbild/dpa”

A temporada é 2014/15. A Bundesliga chega ao fim com mais uma consagração do Bayern de Munique. Longe dos grandes holofotes e sem motivos para celebrar, no fundo da tabela, está o Paderborn, time centenário que se vê condenado à queda para a 2. Bundesliga, para tristeza da sua fiel torcida.

No ano seguinte, já no segundo escalão do futebol germânico… A situação se repete. Os 28 pontos somados em 34 rodadas não permitem ao Paderborn mais que terminar na última posição da tabela pela segunda temporada consecutiva, dando seguimento à sua “queda livre” até a 3. Bundesliga. Dois anos, duas quedas de modo consecutivo e sem que se visse “luz ao fundo do túnel”. No entanto, o pior estava para vir…

A “quase descida”

20 de maio de 2017, estádio Bremer Brucke, em Osnabruck. O Paderborn sobe ao terreno de jogo na jornada 38 da 3. Bundesliga sabendo que está longe de ter a manutenção assegurada. Até os últimos instantes da partida, o empate vai sendo suficiente para se assegurar no concurso direto com o Werder Bremen B que vai defrontando o VfR Aalen em seus domínios. No entanto, quando os relógios assinalavam o minuto 85 em Bremen, há golo do time “verde e branco”, marca Dominic Volkmer. O Werder Bremen B ultrapassa de imediato e o Paderborn, incapaz de marcar em Osnabruck, vê a despromoção matematicamente confirmada pela terceira época consecutiva e consequente despromoção à Regionalliga. É então que surge o “milagre” na secretaria. Devido a problemas financeiros, a licença para competir na 3. Bundesliga é negada ao 1860 Munchen. Uma vez tomada a decisão, os responsáveis pela competição optam por manter em prova o emblema mais próxima da linha de perigo, no caso, o Paderborn. Renasce a esperança para o time azul e branco que, a partir daí, dá início ao ressurgimento.

Ascensão

Após se manter na secretaria, salvação para a terceira relegação consecutiva, o Paderborn se reinventa. Na 3. Bundesliga 2017/18, termina na segunda posição com menos dois pontos que o campeão Magdeburg e apenas cinco derrotas em 38 jogos, o menor número de desaires de toda a campanha. Uma vez promovido à 2. Bundesliga, mantém a aposta e, guiado por Steffen Baumgart, acaba de garantir o retorno ao “convívio” entre os grandes.

Em cinco anos, o Paderborn foi “do céu ao inferno” e conseguiu retornar ao céu. O futebol de alto nível está de volta à cidade situada na Renânia-Westfália!