México, Portugal, Chile e Alemanha chegam à última rodada da fase de grupos em posição de apuramento para as semifinais da Copa das Confederações. No grupo A, a anfitriã Rússia ainda tem esperança quanto à possibilidade de marcar presença na próxima fase, enquanto no grupo B tudo indica que o Chile, campeão sul-americano, e a Alemanha, campeã do mundo, ocupem as duas vagas nas semis.

Grupo A

Foto: "Lukas Schulze - FIFA/FIFA via Getty Images"

Foto: “Lukas Schulze – FIFA/FIFA via Getty Images”

Se previa uma briga a três pelo acesso às semifinais e é precisamente isso que tem acontecido neste grupo A da Copa das Confederações. México e Portugal, seleções que empataram a dois na primeira rodada, lideram a chave com quatro pontos cada. A Rússia, anfitriã da prova, enfrenta o México na última rodada e surge logo atrás com três pontos. O apuramento está nas mãos dos eleitos de Stanislav Cherchesov: Em caso de vitória frente ao México, campeão da Gold Cup, seguirão para as semifinais.

Nas duas primeiras rodadas, a seleção da Rússia venceu a Nova Zelândia sem grandes dificuldades (2-0) e perdeu com a congénere portuguesa (0-1), atual campeã da Europa. É notório que a seleção russa ainda tem muitos degraus a subir se quiser ter uma boa prestação na Copa do Mundo do próximo ano. Com um elenco 100 por cento composto por jogadores que atuam no campeonato russo, a seleção soviética surge nesta Copa das Confederações algo desfalcada, sem jogadores como Dzagoev, Kokorin ou Dzyuba, mas é ao nível do processo coletivo que precisa evoluir. Na derradeira rodada vai ter pela frente uma seleção mexicana que teve uma boa atuação frente a Portugal, conseguindo empatar o desafio nos últimos instantes. Frente à Nova Zelândia, depois de um primeiro tempo pouco conseguido, os “aztecas” deram a volta ao marcador – perdiam por um a zero – com gols de Raúl Jiménez e Oribe Peralta. O seleccionador Juan Carlos Osorio optou por deixar vários habituais titulares para o confronto com a Nova Zelândia – a gestão é muito importante em uma prova tão curta quanto a Copa das Confederações – e o time passou por algumas dificuldades, embora tenha cumprido sem objetivo. Os neozelandeses estão na “lanterna” do grupo A já sem chance de apuramento, enfrentam Portugal na última rodada e é pouco provável que seja desta que consigam conquistar a primeira vitória em uma fase final de uma prova organizada pela FIFA.

Grupo B

No grupo B, até então, também não tem lugar a surpresas. Chile e Alemanha lideram – quatro pontos cada – uma chave que fica completa com a presença das seleções de Austrália e Camarões, ambas com um ponto, graças ao empate entre si nesta segunda rodada. Nada está decidido e, embora estejamos a considerar um cenário altamente improvável, esse grupo B pode “virar” na última rodada uma vez que o Chile enfrenta a Austrália e a Alemanha os Camarões. Se o campeão sul-americana perder com a campeã da zona AFC e a campeã do mundo for derrotada pelo campeão africano, tudo se pode inverter. Possibilidades à parte, o Chile e a Alemanha são claramente favoritos a garantir o acesso depois de terem empatado (1-1) nesta segunda rodada. Os chilenos de Juan Antonio Pizzi apresentam um time mais “tarimbado” a esse nível, com processos consolidados e bem definidos – nota para a pressão alta que antecedeu o golo a Alemanha -, se afirmando como forte candidato à conquista do título. Do lado alemão, o conjunto de caras pouco habituais na defesa da seleção principal tem dado conta do recado. Com um percalço aqui e ali, a seleção alemã faz seu caminho, demonstra a qualidade do seu processo coletivo e têm tudo para seguir em frente. O objetivo de Joachim Low para esta Copa das Confederações passava essencialmente por testar soluções para o futuro da Alemanha, concedendo descanso aos elementos que ajudaram a conquistar a Copa do Mundo em 2014, mas o saldo da prestação alemã até então tem que ser bem positivo.

Boas Apostas!